Entrevista Monodecks: ‘Uma rara oportunidade’

Conhecida por um esquisito som que já foi definido como “música sensorial”, o Monodecks é uma banda atípica, sobretudo aqui no Recife. Com canções praticamente instrumentais, com um incrível paredão sonoro, experimentais, as músicas vão do lo-fi ao noise puro. Mesmo tendo sido formado em 2005, só agora faz seu segundo show, hoje no Recife Antigo. A primeira apresentação aconteceu no Festival No Ar: Coquetel Molotov, em 2005. Desde então, a banda não fez mais shows. Agora, promete voltar e não deixar a banda morgar outra vez.
O show que rola hoje no Novo Pina faz parte da festa Pré-Existência: Ambientações Sonoras do Terceiro Grau e conta ainda com as bandas Angst e Hrönir. O paredão sonoro promete mostrar um outro lado da cena local. A banda é formada por D Mingus (Guitarra, Flauta, Voz e Programações), Breno Mendonça (Guitarra), Ramiro (Baixo e Guitarra), Leo Abath (Guitarra, Voz e Teclado) e Tiago Barros (Bateria e Percussão). Conversamos, por e-mail, com o líder da banda D Mingus:
trilha sonora: Monodecks - Trêmulo (mix1 edit2)
A banda tocou pela primeira vez no Festival No Ar: Coquetel Molotov em 2005. De lá pra cá, não tivemos mais shows, o que houve?
Acho que de repente faltou um maior senso de mobilização por parte de todos - como este que rolou agora pra gente fazer essa festa no Novo Pina. A gente não tem um produtor no momento, então fica muito fácil de cedermos ao mais cômodo ante à dificuldade de todo esse processo burocrático pra se tocar nos lugares e ficarmos tocando somente no âmbito do “privado”. Mas quem experimenta e guarda somente pra si é muito tacanho. Tem que dar um taquinho pros outros provarem também. Nem que o cara engasgue ou faça cara de nojo… Daí a gente dar essa festa pra isso.
O som da banda é diferente do que vem sendo produzido aqui no Recife, apesar de várias bandas no Brasil, seguirem esse lado experimental. Isso é bom ou ruim pra vocês?
Bem, acho que a pergunta anterior meio que comprova a situação “mercadológica ou de reconhecimento” não tão favorável na prática. Mas ao mesmo tempo é tudo meio como aquele ditado galeroso diz: “quem tá no roque é pasifudê”…Um dia quem sabe, Fábio Massari e Paulo André nos ouçam também. :P
Depois de todo esse tempo, como será o show de vocês? (ou, como é um show do Monodecks?)
Depois de todo esse tempo acho que será quase como um “primeiro show” novamente. Além de que estaremos tocando com a formação de cinco pessoas pela primeira vez, efetivamente, em público. O paredão sonoro agora forma-se de três guitarras, o que muda um pouco a concepção sonora das duas guitarras iniciais. Enfim, também acho que de lá pra cá aprimoramos mais nosso senso coletivo mesmo - de todos participarem e intervirem em tudo na mesma proporção.
Com essa volta, significa que novos projetos estão em vista, como um disco ou até mesmo mais shows?
Podes crer. A gente tá se policiando bastante pra não deixar a banda morgar de vez - como tava quase acontecendo… Tanto é que lançamos um singlezinho (ainda que capengamente) e estamos promovendo esse evento de amanhã junto com o Angst e o Hrönir. Então é isso - pretendemos tocar em outros lugares por aí e gravarmos um EPzinho inicialmente (se bem que a duração - “13:30″ - desse single da gente é quase a de um EP).
Hoje, no Novo Pina…
Bem, acho que como as bandas participantes do evento quase não tocam na cidade, é uma rara oportunidade pra quem quer conferí-las ao vivo. O legal que além de estar a fim de tocar eu tô bem ansioso pra sacar as outras apresentações também.
Serviço:
Pré-Existências: Ambientações Sonoras do 3º Grau
Monodecks, Angst e Hrönir
Sexta (23/03/2007) 22h
Local: Novo Pina (Recife Antigo)
Preço: R$ 5,00 - Info: 81 8715.3981 (Domingos)
video no YouTube: Monodecks - Reverbera na Caverna


ricardo disse,
em março 25, 2007 @ 15h11
SE A MÚSICA É BOA, FICA, SEM É RUIM , VAI PRO OSTRACISMO MESMO!. BOA SORTE PRA VOCÊS!!!