RESENHA: Maquinado - Homem Binário

Maquinado - Maquinado (2007/Trama)
Lúcio Maia fez um álbum estranhamente belo. À frente do projeto Maquinado, cercou-se de amigos para gravar antigas idéias que soariam dissonantes em um álbum da Nação Zumbi. A pergunta aqui é: precisava? Não. Lúcio já é um dos principais nomes da guitarra no Brasil desde a década passada, chegando a ser responsável pelas guitarras do álbum de estréia do Soulfly, não à toa o melhor trabalho da banda de Max Cavalera. O que leva então um guitarrista consagrado de uma banda consagrada lançar um álbum solo? Explorar elementos que não cabem em sua banda, oras. E é engraçado, pois a guitarra é o instrumento que menos aparece no disco. Ela fica quase sempre ao fundo, cheia de efeitos e apenas servindo de coadjuvante para que outras facetas brilhem. Assim sendo, é bom saber que boa parte dos quase 40 minutos de Homem Binário segue a fórmula “eletrônica-cabeça-distorcida-com-elementos-brasileiros-e regionais”. Tinha tudo para soar tremendamente chato (e por vezes soa mesmo), mas as batidas são envolventes e a criatividade acaba dando as cartas na maior parte do tempo. O disco é dividido em duas partes. Se a segunda pende para o cabecismo eletrônico/exótico, a primeira é mais visceral e interessante. Alados é uma ciranda psicodélica com participação de Siba. Arrudeia, que abre o disco, é trilha sonora de videogame transformada em arte. Tá Tranqüilo lembra o Planet Hemp dos tempos de Os Cães Ladram Mas a Caravana Não Pára. Sem Concerto é a mais simples, franca e direta, e justamente por isso é a melhor do disco. Agora, curioso mesmo é O Som, em que 70% da Nação participa. Não fosse o vocal tão característico de Jorge du Peixe, e dava até para dizer que se trata de outra banda.
No fim das contas, Homem Binário servirá para dar mais respaldo artístico ao guitarrista. É capaz de entrar na trilha sonora de algum filme. Mas dificilmente terá o mesmo alcance de sua banda de origem. Se o som da Nação já é considerado hermético, o do Maquinado não fica atrás. Era pedir muito um álbum acessível de quem se acostumou a se equilibrar nas linhas tortas do pop, do conceitual e do popular.
![]()
Escute: Maquinado - Sem Conserto
Escute: Maquinado - Arrudeia



nanda fox disse,
em junho 20, 2007 @ 14h13
Não deixou link pra baixar, como faz pra baixar???
reginaldo disse,
em junho 20, 2007 @ 15h59
Deixa o homem trabalhar!
Hugo Montarroyos disse,
em junho 20, 2007 @ 19h37
Nanda, não tem para baixar. Pelo menos não de graça. O disco foi lançado pela Trama, que inaugurou recentemente um serviço de música paga na internet.
Vinicius disse,
em junho 21, 2007 @ 12h40
http://sombarato.blogspot.com
vai lá que tem.
Lucio Maia disse,
em junho 24, 2007 @ 9h23
Puxa, como vc é entendido Hugo! Na próxima eu sigo teu conselho e coloco um emocore, ok?
abrç `a todos do Reciferock.
Jose Henrique disse,
em junho 24, 2007 @ 18h47
Será que foi o Lúcio mesmo que deu essa tirada de onda com o Hugo? eheheheh
Mas Hugo, “respaldo artístico” o cara não precisa mais não.
Nada em excesso é bom. :>)
Bruno Nogueira disse,
em junho 24, 2007 @ 19h59
Pô, Hugo. Fiquei confuso com uma observação sua. Não dá para diminuir um músico a um só instrumento né? Ele é guitarrista da Nação Zumbi, mas não é só tocar guitarras que Lúcio Maia sabe fazer. No disco, ele faz dezenas de outras coisas. Das bases de programação ao vocal.
Acho que esse é o maior trunfo de Maquinado. Despertar para idéia de que cada membro da Nação já é uma banda por si só. Não por acaso, estão todos com um projeto próprio agora, de tanta necessidade de extravasar outros sons.
rastahash disse,
em junho 26, 2007 @ 19h44
eu entrei aki esperando saber um poko sobre o disco…
so me confundi mais com essa bosta de resenha…. foi mal ai hugo… mas vc podia aprender a escrever…
ricardoB disse,
em junho 26, 2007 @ 21h32
Sou fã do lucio, qualquer que seja o som que ele faça. Mas, sinceramente, espero que ele faça um disco com a mesma fúria do 1º do soulfly quando ele cansar de MPB com rockfusion e partir com a Nação zumbi para o Heavy Metal mais Extremo….
Jose Henrique disse,
em junho 29, 2007 @ 3h02
Comprei o disco hoje, muito do bom!!!
“A guitarra é o instrumento que menos aparece no disco”
Putzzzz, vc ouviu o cd, cara?
Será que estamos falando do mesmo disco?
É o MAQUINADO, do Lúcio Maia, da capa verdinha, que tem 11 músicas?
Se for esse, tem guitarra pra caralho!!!
Cara do Sul disse,
em junho 29, 2007 @ 18h02
Galera, o disco é ótimo. Lembrem-se: todo crítico de arte é um artista frustrado. Ou você acha que alguém vem ao mundo pra criticar? Claro que não, só quem não conseguiu fazer!!! Uhauhauahuahuah! Quem quer ouvir disco de guitarrista, compra Steve Vai e afins… Lúcio Maia é um músico e produtor, não está limitado a um instrumento. Pq o crítico não sabe isso? Pq não sabe!!! Se soubesse fazia! Uhauhauhauha.
Eduardo Rodrigues disse,
em julho 1, 2007 @ 16h02
o disco é muito bom…é foda quando se espera algo q quer escutar, muitas vezes os críticos só esperam…
fabio disse,
em julho 13, 2007 @ 23h48
em belo horizonte não encontra o disco o cidade atrasada. Lucio o disco ficou fudido parabéns.
Banda Mixiricas disse,
em agosto 15, 2007 @ 3h23
Olá Hugo,
Estamos sempre lendo suas resenhas e críticas aqui no site e gostamos muito.
Seria muito legal se vc pudesse escrever uma análise sobre nosso demo “Lindo Pé de Frutas Verdes”, com 6 músicas.
Somos uma banda de rock, do Rio e estamos na estrada há aproximadamente 3 anos e meio. Já tocamos no programa Atitude.com da TVE, alguns programas locais da Rede Globo e nos apresentamos no Rio, Niterói e por todo interior do estado.
Duas faixas de nosso álbum demo estiveram no playlist da Rádio Cidade e OiFm, no Rio.
Gostaríamos muito de expandir nosso trabalho e saber o que pessoas como vc pensam sobre nosso material.
Todas as nossa músicas e vídeos estão disponíveis em nosso site: http://www.mixiricas.com
Desculpe pelo incômodo. Agradecemos desde já.
Banda Mixiricas
Galvônico disse,
em setembro 22, 2007 @ 16h00
Cara o Hugo foi meio confuso em apresentar o disco mais foi valida a intenção.Agora eu acho q ele é um fã da Nação Zumbi assim como eu e só deve ter medo de o guitarrista larga a nossa banda querida pelo fato destes grandes vôos independentes.Ainda não ouvi o Cd e fiquei ainda mais curioso em ouvir depois desta resenha.Um abraço a todo e vem cá será q foi o Lúcio Maia q deu aquela tirada????rsrsrsrsrs inté……
jonathan disse,
em janeiro 7, 2008 @ 0h00
Muito bom o disco… com certeza o melhor do ano e quem sabe de 2008. Alto nível. Mistura de sons e cores.. é isso aí, antropofagismo cultural!
massa!
domitila disse,
em janeiro 8, 2008 @ 17h58
eu ouvi o DISCO e achei ES-PE-TA-CU-LAR.
Charles disse,
em janeiro 15, 2008 @ 9h43
Gostei bagaray do CD. Ainda mais ouvir meu velho camaradinha Speedy. Esse malandro continua fodão. Valeu, Speedy!! Heavy Metaaaaaaaal!
Jair Poeta disse,
em julho 24, 2008 @ 19h43
Cara, Lucio é um desses genios que aparecem de vez enquando.O que se pode fazer é ouvir essa grande obra dele.Valeu
suel disse,
em novembro 16, 2008 @ 15h37
Q loucura?ñ precisa de massa p/ficar louco é so curti o maquinado!O lucio tirou onda o cd estar mto massa.Homem binario é uma obra de arte musical,cultural e visual.Como assim respaldo?qum disse q lucio e a nação precisa d respaldo até pq quem tem 10 anos de carreira e continuam atuais comteporanios e futuristas ñ precisa d respaldo!alias NZ é a melhor banda do Brasil pelo fato da sua represantação cutural,musical,visual e ideologica.