Archive for Setembro, 2007

Forgotten Boys no Nordeste em Novembro

Forgotten Boys (divulgação)

O Forgotten, uma das bandas mais legais lá daquelas bandas de são paulo, está com uma nova turnê agendada no Nordeste. E Recife está no trajeto do mapa deles! Eles tocam aqui no projeto Nox on the Rock’s, aquele produzido pela Sunset de Pedrinho, baterista da Vamoz, que inaugurou com o Matanza lá.

Olha ai as datas:

09/11 em Fortaleza/CE no Whispers
10/11 em João Pessoa/PB
11/11 em Natal/RN no Dosol Rockbar
14/11 no Recife/PE na Nox
16/11 em Salvador/BA no Boomerang
17/11em Aracaju/SE

Zé Povinho e Dizalenda no Quintal

Zé Povinho e Dizalenda no Quintal
Sábado (29/09/2007) 22h
Bar Quintal do Lima (Rua do Lima, 100 - Centro)
R$ 5,00 (Homem) e R$ 3,00 (Mulher) - Info: n/d
Zé Povinho e Dizalenda

Zé Povinho e Dizalenda no Quintal

Tapa na Orelha - Devoto dos Devotos

Devotos (foto de Michele Souza)

Parece mentira, mas os Devotos completam vinte anos de carreira em 2008. Alguém conhece outra banda pernambucana – fora o Mundo Livre – com tanto tempo de estrada? E no caso deles o buraco era – e ainda á – mais embaixo.
Tiveram de superar o preconceito em todas as suas formas: por serem de uma das áreas até então mais violentas da Região Metropolitana do Recife, por não serem “músicos” com formação acadêmica e, deixemos de ser hipócritas, pela aparência de Cannibal.

Gosto de contar essa história porque ela ilustra bem como Pernambuco ainda guarda alguns resquícios de subdesenvolvimento. Comprei o “Agora tá Valendo”, primeiro disco deles, em pleno Abril pro Rock de 1997, antes mesmo de ele ser distribuído nas lojas (14 reais, logo depois do show do Devotos). Passei a escutá-lo diariamente, pois já conhecia o repertório dos shows e achei fantástica a produção de Lúcio Maia. De tanto ouvir, minha mãe assimilou, e vez por outra ela se pegava cantando baixinho na fila dos bancos coisas como “o que está faltando, está faltando é hardcore…”

Corta para 1998. Minha mãe está na fila de um banco na Conde da Boa Vista. Eis que surge Cannibal, e soa o alarme da porta automática. Cannibal tira todos seus objetos de metal do bolso, mas o problema não era esse. O cinto dele, cheio de artefatos metálicos, era a bronca. O guarda foi ríspido: “tire o cinto!”. Cannibal foi óbvio em sua resposta: “se eu tirar o cinto, minha bermuda cai!”. E minha mãe, coitada, tentou ajudar. “Vocês não estão reconhecendo? Ele é um artista. É Cannibal, do Devotos do Ódio”. Ninguém conhecia. O guarda fez uma cara ainda mais feia, e Cannibal desistiu de tirar um extrato e atravessou puto a Conde da Boa Vista. Mas o pior ainda estava por vir. Minha mãe saiu do banco. Viu Cannibal do outro lado da avenida e gritou e fez sinal para que ele a esperasse. Tirou o primeiro papel que viu (um comprovante de uma coleção de livros de filosofia que eu ganhara de presente) da bolsa e disse: “por favor, você pode dar um autógrafo para meu filho?” Ele o fez com gentileza e educação. Terminada a operação, com minha mãe agradecendo e guardando o papel, eis que ela ouve um comentário de um dos passantes: “como é que uma senhora tão distinta pede autógrafo para um tipo desses?”. Ela ficou tão enojada que não conseguiu pensar em nada para responder, e preferiu não reagir.

Pouco tempo depois, o “tipo desses” era um dos orgulhos do governo de Pernambuco, recrutado como um dos artistas para rodar um comercial que exaltava as maravilhas e os talentos da terra, passando inclusive na Rede Globo, em horário nobre. Ficou tão conhecido e foi aceito de tal maneira pela sociedade pernambucana que até foi entrevistado no programa de TV do jornalista (jornalista?) João Alberto.

Olhando hoje, parece que foi fácil. Não foi. A primeira grande oportunidade só veio em 1994, quando abriram pro então promissor Raimundos, no Circo Maluco Beleza. Inesquecível a gigantesca roda-de-pogo comandada por eles. E inesquecível também o fato de eles irem a pé, carregando os próprios instrumenbtos, até o local do show. Não tinham grana para o ônibus. E chegavam até a ser discriminados nele…

O fato é que Fábio Massari viu um show deles e ficou chapado. Aliás, duplamente chapado quando soube que a banda era proveniente de um morro pernambucano. Até então, o senso-comum ditava que morro era lugar de traficante e de pagodeiro. A surpresa de Massari, justiça seja feita, era exclusivamente musical. Se esperava na época que um morro brasileiro produzisse bandas de pagode, brega, samba. Mas jamais uma de punk. Sem contar que Cannibal era a reedição mais agressiva de Clemente, dos Inocentes. Até então não existia um vocalista negro sequer no rock nacional, fora o já citado Clemente.

O primeiro disco, veja só, foi lançado depois de nove anos de carreira. Que banda esperaria tanto tempo para gravar hoje? Já teria desistido em seis meses.
Resolveram tirar o “do ódio” do nome, e aí neguinho mais xiita do que eu (é difícil encontrar, mas existe) não entendeu mais nada. O discurso era o seguinte: “vendidos. O produtor do segundo disco é Dado Villa-Lobos. Ficaram comerciais.” Nem vendidos e tampouco comercial. A banda era a mesma, a porrada continuava. Mas esbarraram no prconceito dos próprios fãs e no erro de estratégia da gravadora, que, sem planejamento adequado para eles, tratou a banda como mais um Só pra Contrariar da vida. Desde então a banda resolveu gravar seus próprios discos. Veio a ong Alto-Falante. O reconhecimento de todo o Brasil, e o exemplo de cidadania a ser seguido pelas periferias do país.

Enfim, três cidadãos que driblaram a criminalidade. Que pegaram em instrumentos ao invés de armas para fazer justiça social. Que continuam morando e trabalhando no Alto (fora Cello, que mora um pouco mais afastado hoje). Que vez ou outra ainda precisam driblar o preconceito por não serem menininhos bonitinhos.

Vou encerrar contando a história do histórico fora que Cannibal deu em Cissa Gumarães. A Globo resolveu cobrir nacionalmente a edição de 98 do Abril pro Rock. Em flash ao vivo para o Vídeo Show, Cissa resolveu entrevistar Cannibal, e começou com aquelas frescuras típicas do programa: “Ai gente, Cannibal e tal, será que ele morde?” E a resposta triunfante, em rede nacional, ao vivo: “Moerder eu não mordo, mas comer até que posso”. Fiquei ainda mais fã depois dessa. E mais fã ainda depois de ter o privilégio de conhecê-los pessoalmente. Pensa que a situação dos caras hoje é folgada? Eles conseguem tocar em todo o Brasil, menos em sua terra. Por que será? Talvez falte produtor profissional. Talvez falte local adequado. Meu palpite é que faltam as duas coisas aqui…

Parabéns aos Devotos. Poucas bandas no Brasil – e no mundo – conseguem completar duas décadas de carreira. Vocês merecem.

Saiu a lista final do Edital Petrobras de Festivais de Música

Saiu a lista final dos projetos selecionados para o 1º Edital Petrobras de Festivais de Música (Bruno Nogueira publicou aqui no site a lista do projetos que foram classificados para a segunda fase). Tivemos dois festivais Pernambucanos selecionados: 10º Encontro Pernambucano de Côco e Canavial - Festival de Música da Zona da Mata.

O RecBeat ficou de fora. Segundo Guttie, produtor do festival, o projeto apresentado era um pré-RecBeat no Nascedouro de Peixinhos (no antigo Matadouro) na semana pré-carnavalesca. A idéia era levar show de bandas grandes como Cordel e Nação Zumbi para Peixinhos. Pena que não foi aprovado.
O Abril Pro Rock não participou do edital por ter um patrocínio direto da Petrobrás.

Os projetos selecionados para o 1º Edital Petrobras de Festivais de Música são os seguintes:

10ª Tocata de Bandas e Fanfarras
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

10º Encontro Pernambucano de Côco
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

28º Festival de Música de Londrina - O Festival de Todas as Músicas
Valor Aprovado: R$ 200.000,00

3º Festival de Música Clássica de Sorocaba
Valor Aprovado: R$ 100.000,00

Brincantes - A Energia da Cultura Popular
Valor Aprovado: R$ 150.000,00

Canavial - Festival de Música da Zona da Mata
Valor Aprovado: R$ 150.000,00

Canto Sem Fronteira - 5ª edição
Valor Aprovado: R$ 60.000,00

Casarão Ano IX - Festival Musical & Seminário de História, Cultura e Rock na Floresta
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

Festival Botucanto - Ano V - Edição 2007/2008
Valor Aprovado: R$ 60.000,00

Festival Calango de Artes Integradas 2008
Valor Aprovado: R$ 160.000,00

Festival Cultural Música Alimento da Alma - MADA
Valor Aprovado: R$ 200.000,00

Festival Demo Sul
Valor Aprovado: R$ 100.000,00

Festival Varadouro
Valor Aprovado: R$ 100.000,00

Goiânia Noise Festival
Valor Aprovado: R$ 200.000,00

Humaitá Pra Peixe
Valor Aprovado: R$ 100.000,00

IV Festival de Música de Jd. Jangadeiro
Valor Aprovado: R$ 60.000,00

IV Festival Estação Viola - Mostra Internacional da Música de Viola
Valor Aprovado: R$ 60.000,00

IV Festival Nacional de Violão do Piauí
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

IV Festival Prelúdios da Primavera
Valor Aprovado: R$ 60.000,00

Joinville Jazz Festival 5ª edição
Valor Aprovado: R$ 100.000,00

Nordeste Cantat Internacional (Federação Alagoana)
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

Semana Zulu
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

V Festival Regional de Sambadores
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

VIII Festival de Sanfoneiro de Limoeiro do Norte
Valor Aprovado: R$ 80.000,00

Festival Homenageado:
43º Festival Internacional Música Nova
Valor: R$ 250.000,00

fonte: www.editalfestivaisdemusica.com.br/ultimas4.htm

Prorrogadas as Inscrições para o Pátio do Rock 4

Igreja de São Pedro

O prazo pra entrega de material foi prorrogado para a próxima sexta (28/09) às 14h.
Anotem os novos prazos:
Entrega de Material: 24 de agosto a 28 de setembro
Nome dos selecionados: 05 de novembro de 2007
Datas do festival: 22, 23, 24 e 25 de novembro de 2007

Regulamento:
PÁTIO DO ROCK 4 - REGULAMENTO

1. Da realização
O Pátio do Rock 4 é uma realização da Prefeitura do Recife / Secretaria de Cultura / Espaço Cultural Pátio de São Pedro, através da sua Gerência Operacional de Planejamento e Produção da Programação Cultural do Espaço Cultural Pátio de São Pedro.

2. Dos objetivos
O Pátio do Rock nasceu da iniciativa do Espaço Cultural Pátio de São Pedro, através de sua Gerencia Operacional de Planejamento e Produção da Programação Cultural, na intenção de gerar oportunidade para as novas bandas do rock Pernambucano, incentivando a criatividade musical local, incentivando novas bandas da cena Pernambucana, intensificando o circuito de festivais de música dentro do estado e consolidando o Pátio de São Pedro como pólo de todos os ritmos. O objetivo é valorizar e estimular o rock em seus diversos estilos, na cidade do Recife, litoral e interior de Pernambuco, em mais um espaço para as bandas do gênero.

3. Local, data e hora
O Pátio do Rock 4 será realizado na cidade do Recife nos dias 22, 23, 24 e 25 de novembro de 2007 com início sempre às 20h.

4. Das inscrições e seleção
4.1 - As inscrições serão realizadas na administração do Espaço Cultural Pátio de São Pedro, casa 04, no horário de 09h às 14h no período de 24 de agosto a 28 de setembro;
4.2 - A curadoria terá o prazo para julgamento de 01 de outubro a 01 de novembro de 2007 para a seleção das bandas;
4.3 - O resultado da seleção será divulgado no dia 05 de novembro de 2007;
4.4 - Serão selecionadas 16 bandas que irão se apresentar da seguinte forma: cada noite terá apresentação de 04 bandas selecionadas, cada uma com 30 minutos de apresentação.
4.5 - Cada noite terá também a apresentação de 01 banda convidada, cada uma com 50 minutos de apresentação.
4.6 - Poderão inscrever-se bandas de todos os estilos de rock do estado de Pernambuco, através do preenchimento da ficha de inscrição devidamente assinada, como também da ficha de autorização das músicas e comparecimento no endereço acima especificado com o material descrito no item 4.7;
4.7 - O material necessário para a inscrição consiste em 01 CD contendo:
- Pelo menos 05 músicas em formato mp3;
- Gravação com pelo menos 128Kbps e 44.100Hz de qualidade;
- Release, texto de apresentação obrigatório, em formatos DOC, PDF ou HTML;
- O CD deve conter identificação da banda e telefones de contato;
- Também podem ser colocados no CD, capa digitalizada e fotos de divulgação ou dos shows em formatos JPG, BMP ou GIF ou vídeos em formatos AVI, MPG, MPEG, WMV ou MOV.
ATENÇÃO: não serão aceitos releases impressos em papel.

5. Das categorias musicais
Poderão participar bandas de rock de todos os tipos. Todas elas serão classificadas dentro das seguintes categorias: punk/hardcore, heavy metal e pop/rock.

6. Critérios de Avaliação
Serão avaliadas somente músicas de autoria da banda ou com autorização das composições que serão apresentadas assinadas pelos respectivos autores. O critério de avaliação será a qualidade sonora e visual (quando houver) dos trabalhos apresentados. O material enviado para o processo de seleção será avaliado por uma curadoria formada por jornalistas do Jornal do Comércio, Diário de Pernambuco, Folha de Pernambuco e um representante do RecifeRock!.

7. Disposições gerais
7.1 - A Produção do Pátio do Rock 4 oferecerá às bandas selecionadas palco, luz, som, casa de apoio e água mineral;
7.2 - Todas as bandas terão que se apresentar com seus próprios instrumentos, exceto a bateria (corpo da bateria) que é de responsabilidade do som. Porém, o baterista deve trazer toda a ferragem incluindo pedal, caixa, pratos e estantes. Não poderá haver troca da bateria;
7.3 - É de responsabilidade do som contratado, os amplificadores de baixo e guitarras como também a mesa de som dos monitores e a mesa de som do PA.
7.4 - Todas as bandas, após a seleção, deverão estar em dia com a Ordem dos músicos do Brasil seção Pernambuco e deverão entregar com urgência à Gerência Operacional de Planejamento e Produção da Programação Cultural do Espaço Cultural Pátio de São Pedro, o mapa de palco;
7.5 - As bandas se apresentarão no palco fixo do Pátio de São Pedro que mede 08 X 06m;
7.6 - As bandas deverão chegar no dia de sua apresentação com 02 (duas) horas de antecedência;
7.7 - Após a seleção e definição das datas e horários de apresentação os mesmos não poderão ser alterados, incluído-se as bandas que chegarem atrasadas no dia de sua apresentação.

PÁTIO DO ROCK 4
Coordenação: Fred Salim
Auxiliar de Coordenação: Bruno Padilha
Diretora do Pátio de São Pedro: Tânia Sá
Contatos: 3232 2864 / 3232 2865 (das 09h às 14h)
Email: patiodesaopedro@gmail.com