RESENHA: Júlia Says
Eis uma bela e novíssima surpresa a surgir absolutamente do nada. Na verdade “nada” é exagero, pois quem está à frente da empreitada é o já conhecido Paulo André, líder da bem-sucedida A Ponte. Só que aqui, no Júlia Says, o rapaz ousou ainda mais e conseguiu superar sua “banda principal”. A intenção parece ser confundir mais do que explicar. E o disco, dedicado às ambiências eletrônicas com overdoses de MPB e de rock (não, não é clichê), envolve o ouvinte do início ao fim do álbum.
O disco abre com “Eis a Canção”, música um tanto vacilante em que se sobrepõe à voz ainda frágil de Paulo André um violão bossa-nova com texturas eletrônicas. Mas o interesse real está na letra, que descreve o processo de inspiração e feitura da composição.
A partir daí a coisa vai num crescente sem fim. “Ondas e Barcos (Indicando a Direção)” é levada num groove com destaque para teclados e baixo, que dialogam com a música negra dos anos 70, em especial com a trilha sonora de “Shaft”.
“Barulho (água)” é o tipo de música que instiga a pergunta: quem são esses sujeitos? O grande segredo dela está exatamente em sua falsa simplificação, algo que gruda no ouvido e que prova que para se fazer boa música, na maior parte das vezes, é preciso apenas uma boa idéia na cabeça e deixar o resto fluir naturalmente.
Mas o melhor mesmo vem com “Mohamed Saksak”, que, em ritmo alucinante, conta a história de um homem-bomba, partindo de suas origens até as supostas manchetes dos jornais provocadas por ele. Coisa fina que melhora muito com o passar dos minutos.
Júlia Says, o álbum, é encerrado com “Aos Segredos Guardados Pelo Futuro”, em que a guitarra grita mais alto em meio à levada de cunho eletrônico e com pitadas de samba.
Outro detalhe importante é o projeto gráfico. O CD imita o formato de separação de faixas de um vinil, e vem envolto num plástico tal como as bolachonas que comprávamos em outros tempos.
Um disco cheio de nuances e detalhes fragmentados, que vale muito a pena ser escutado. Resta saber se funciona tão bem ao vivo. Até aqui, trata-se da grande revelação de 2007.
cotação - ótimo



Nati disse,
em outubro 11, 2007 @ 17h23
O “já conhecido Paulo André” ta com td mesmo
manda bem demais
o som ta neurotico e dever ser muito melhoooooooor ao vivo concerteza..
=]
Jão disse,
em outubro 11, 2007 @ 17h34
Sai dai babão do caraio
Guilherme Barros disse,
em outubro 11, 2007 @ 17h49
Paulo André,
Fenômeno da música dinâmica está mostrando que a música pode ser renovada a qualquer momento independente do que se pensa ou faz ele véio pra ficar e para mostrar que em Pernambuco existe gente de qualidade e profissionalismo.
Parabéns A todos que fazem parte desta equipe.
Atenciosamente,
Ghbarros
Anthony Diego disse,
em outubro 11, 2007 @ 19h37
o myspace está errado…
http://www.myspace.com/juliadisse
esse é o certo!
Vinícius disse,
em outubro 11, 2007 @ 21h11
Parabéns à dupla…
O som ta muito massa!
Poucos têm o meu privilégio de acompanhar tudo de pertinho e ver como a dupla ta se dedicando nesse projeto e evoluindo a cada dia. Júlia tem um som diferente de tudo, criatividade e ousadia que ainda vai dar muito o que falar.
E que se faça justiça no mundo da música…
Leidiane Francis disse,
em outubro 11, 2007 @ 21h26
Quando se ouve Paulo Andre lembra logo renovação, entao ele e Diego aparecem com um projeto novo e se superam…
Julias Says ta mostrando que veio para ficar…
e com certeza o show tambem sera renovador…
parabens a banda
Diego disse,
em outubro 11, 2007 @ 22h16
Mais um exemplo do jornalismo preguiçoso do Hugo, não se deu o trabalho nem de reler sua própria matéria e colou o link da banda errado. =P
Estuda garoto ;)
Diego disse,
em outubro 11, 2007 @ 22h28
Ah, sobre a banda, já conhecia e os caras fazem um som muito foda.
Luíza disse,
em outubro 11, 2007 @ 23h17
Muito bom o som desses caras!
adoro estar perto dessa “revolucao” musical!
Monkey disse,
em outubro 11, 2007 @ 23h51
Realmente esses meninos têm se esforçado muito para fazer uma música ‘gostosa’ e que junta quase tudo que eu gosto XD
o melhor de tudo, é ouvir antes de todo mundo =P
David Uchôa disse,
em outubro 12, 2007 @ 8h41
Essa é a banda, o melhor de tudo Monkey ou melhor Macaco é q eu tenho o previlégio de ver o ensáio, como por exemplo: hoje aki em kza!!!!!!
klebinhu disse,
em outubro 12, 2007 @ 10h34
essa banda do Paulo é um fenômeno, ele realmente se superou, eu já disse isso pra ele :)
FICOU DO CARALHO!! O SOM MEU VELHO!!
E A CAPINHA MAIS AINDA :)
Hugo Montarroyos disse,
em outubro 12, 2007 @ 11h59
Link corrigido. Erro meu, que não chequei…sorry…copiei do jeito q está no encarte…não utilizei a lupa necessária :)
Ravenna disse,
em outubro 12, 2007 @ 13h03
POis bem, estou louca pra comprar o cd e também pra ver ao vivo! Sucesso meninos! ***;
Pedro disse,
em outubro 12, 2007 @ 13h36
amo voces :*
azul disse,
em outubro 12, 2007 @ 14h43
velho nao sou muito fan desse tipo de som nao!!
mais ouvi e é algo muito louko po!!
quanto tiver algum show deles quero sacar como e ao vivo e em cores
zé disse,
em outubro 13, 2007 @ 17h53
perai po!!
então é disso que vcs gostam é!!
muda ai o nome desse blog velho!!
reciferock é foda!!!
pera ai!
paciencia!
Luis Vitor disse,
em outubro 14, 2007 @ 22h28
Faz tempo que eu não vejo nesse site uma resenha tão cativante e com tanto esmero nos comentários música a música de um EP como essa agora.
É bom pq o apoio de um formador de opinião valoriza o artista e cria curiosidade no público.
Seria legal ver mais disso por aqui, afinal, são tantas bandas boas, influências e estilos diversos mas tão pouca mídia pra publicar opinião sobre elas.
Agora, qual o cristão que pode definir exatamente oq significa ser “bem-sucedido” né. É complicado mesmo.
Lina disse,
em outubro 15, 2007 @ 10h47
Grande matéria e “pequena” grande banda que está começando e mt bem!!! Continuem com gás nesse projeto q promete muito!!! Parabens Pauliño e equipe!!!
Abraços e sucesso, Lina
Rique disse,
em outubro 15, 2007 @ 11h46
Boa sorte, Paulinho! Tbm tive a chance de escutar antes dos demais ;-]
Hugo Montarroyos disse,
em outubro 15, 2007 @ 13h35
Luis Vitor; bem-sucedido, na minha opinião, é ser selecionado para as seletivas do Rec-Beat, pela revista Laboratório Pop (rolou até uns shows em Sampa e uma turnêzinha pelo país)e conseguir tudo isso com mídia zero.
Aliás, Paulo André foi o único a me entregar material no festival No ar: Coquetel Molotov. Vacilo das outras bandas, pois tinha uma bela mídia forasteira (até Lucio Ribeiro) por lá…
Valeu pelos comentários, Luis. A gente tenta melhorar sempre também. E às vezes consegue…
Abraço!
Bel disse,
em outubro 17, 2007 @ 11h16
Muito bom!
Trabalho digno de uma boa crítica!
Carlos [EdT] disse,
em outubro 17, 2007 @ 16h22
Eu adorei de paixão!
Quando entrei no myspace, há umas semanas atrás, entrei pra ouvir uma música só pq tava com pressa… Mas não resisti e escutei tudinho…
O som me pegou de surpresa. Surpreendeu.
Vamo esperar ao vivo :)
camila disse,
em outubro 22, 2007 @ 20h15
que massa …
gosto muito da banda de voces
( eu conheço os caras!!)