Archive for outubro, 2007

RESENHA: Amps & Lina - Curva e Linha

Amps & Lina - Curva e Linha

Amps & Lina - Curva e Linha (2007/Independente)

Escute: Amps & Lina - Deja Vu

O Amps & Lina é, em uma palavra, uma banda “esquizofrênica”, no que o termo carrega de melhor quando o assunto é música. Ou seja, intriga, fascina, causa estranheza e às vezes até uma certa repulsa, tudo ao mesmo tempo. “Curva e Linha” é o típico álbum que não pega de primeira (perdão pelo clichê), e merece ser ouvido mais de uma vez antes de uma conclusão definitiva, pois alguns detalhes estão escondidos debaixo da voz angustiada e propositalmente tediosa de Luciana Medeiros e dos violinos mórbidos de Lorena Arouche.

O álbum abre com o tema-título, que começa com pogramação eletrônica e com a voz monocórdica de Luciana. Quando a gente pensa que a faixa se resume apenas a isso, vem efeitos tipo Radiohead fase Kid A e a banda inteira explode depois num belo ritual de melancolia, onde o violino passa a dar as cartas no meio da canção, que vai num crescente acachapante até o final.

“Deja Vu” oferece uma bela levada de guitarra em seu início, e a coisa fica um pouco mais pop, mais “acessível”. Mas a melancolia continua a ser a guia-mestre deles, que se saem muito bem nesse caminho. O violino, aqui, aparece primeiro só como detalhe, e depois explode junto com toda a banda.

“Quanto Custará” envolve melodia eletrônica, a voz que exala dicotomia de Luciana (fascina e causa agonia ao mesmo tempo) com violino em primeiro plano e uma letra tristíssima. De doer de tão bonita, embora não seja uma beleza fácil de ser apreciada. O violino dá um tom de morte que parece estocar o coração do ouviente com seu arco.

“Vôo a ti” vem mais convencional no início, mas aqui as aparências também enganam. Logo vem aquela voz (sabe-se lá saída de onde), cutuca, incomoda, e quando tudo parece absolutamente inacessível, entra a banda com uma tremenda pegada pop, que vai numa levada hipnótica e envolvente até determinado momento, para depois confundir tudo novamente.

O disco é encerrado com “De que canto partiu”, título bem apropriado para algo tão difícil de definir.

“Curva e Linha” é um trabalho delicado, ousado, calculadamente frio e muito interessante. Vai desagradar muita gente, mas deve encontrar seu público entre fãs de Radiohead, Joy Division e My Bloody Valentine, embora se pareça muito pouco com tudo isso. Ou seja, além de tudo, o amps & lina tem identidade. Ouça. Depois ame ou odeie. Aqui sequer há espaço para um muro para poder ficar confortavelmente em cima dele. Ele (o muro) foi, literalmente, destruído.

www.myspace.com/ampslina

Cotação: Excelente (5/5)

Amps & Lina (divulgação)

Tapa na Orelha - O PE no Rock já mudou a vida de alguém?

Eu sempre gostei do PE no Rock. Desde sua primeira edição, simpatizei com a proposta: um evento só para as bandas pernambucanas. E foi sucesso de público em seu primeiro ano, 1998, com show memorável dos Devotos, e belas apresentações do Querosene Jacaré, Jorge Cabeleira e uma galera que estava numa fase bem boa naquela época.

Achei ainda mais bacana quando, em 2002, o evento abriu as portas para bandas “forasteiras”: Cólera, Pavilhão 9, Sabotage. Era uma estratégia inteligente de atrair a atenção para as bandas locais através de nomes já consolidados e respeitados no Brasil, algo que o Abril pro Rock já fazia. Mas, venhamos e convenhamos, será que, atualmente, não existe uma supervalorização em cima deste festival? Afinal, ele projetou que banda? Mudou a vida de que grupo? Transcrevo abaixo as programações das últimas duas edições do festival, em 2003 e 2004.

PE NO ROCK 2003 - Clube Português
Sexta: Estrógeno, Fourpigs, Sharkattack, Astronautas, Democratas e Rodox (DF)
Domingo: Aborígenes, Sickness, Sick, Psycho Clown, Devotos, Protesto Urbano, Os Cachorros e Garotos Podres (SP)

PE NO ROCK 2004 - Ancoradouro
Sexta: Pressão Sanguínea, Nós, Zantorriff, Azougue, Kaia Na Real, Dr. Dedo Verde, Mundo Livre S/A (participações: B.Negão, Jorge du Peixe e Cannibal)
Sábado; Girimum & Seus Maxixes, Sickness, Physalia, The Playboys, Fuzer, Terra Prima, Fiddy, Nitrominds (SP), Dyluvian, Os Cachorros, Sociedade HC e DFC (DF)

Agora, quem puder, por favor, me responda: por onde andam Fourpigs, Shark Attack e Democratas? E Aborígenes? Sicnkess e Pyscho Clown? Protesto Urbano? Sociedade HC? E o que aconteceu com o Nós? Com o Zantorriff e o Azougue? Com o Dr. Dedo Verde? Sem falar de Girimum e Seus Maxixes!

Das que “vingaram”, dá para citar apenas The Playboys, Fiddy e talvez Estrógeno e Terra Prima. Physalia e Sick acabaram servindo de embriões para o surgimento de outras bandas. E Os Cachorros não contam, pois são filhotes do festival.

Mas ainda assim é muito pouco para um festival que se dá tanta importância… Alguém tem notícias recentes de Fuzer e Dyluvian? Quem tiver, por favor, poste nos comentários. Eu quero muito estar errado. Mas, que eu saiba, o PE no Rock não mudou a vida de ninguém. Nem o Abril pro Rock muda atualmente, já que toda a indústria da música está de cabeça para baixo, perdida e sem saber o que fazer. O PE no Rock é (ou era) um festival simpático. E só!

p.s. Realmente tenho limitações para entender a diferença entre hc melódico e emo. Para o ignorante aqui, é tudo a mesma coisa: melodias no punk e letrinhas chorosas que deveriam estar na boca de cantores sertanejos, bregas e pagodeiros. Evidente que eles devem ter lá as suas diferenças, mas confesso que não vou perder meu tempo com isso. Se você tem um texto bom e gosta dos estilos, entre em contato com a gente. Quem sabe você não vira setorista de emo/hc melódico aqui no site? Eu simplesmente me recuso…

PE no Rock 2007: Mudaram de novo ?

FunPark na seletiva Recife do PE No Rock 2007

do fotolog da FunPark:
“Pois é… não foi desta vez… não fomos classificados. Parabéns às bandas escolhidas!!!
Mas… Ainda resta uma vaga pra tocar no festival!!!
Foi anunciado que mais uma banda, dentre todas que se apresentaram nas seletivas realizadas pelo estado, será escolhida pela organização do evento para preencher a grade de bandas do PE no Rock 2007.

Vamos torcer… a esperança é a última que morre!!! Pensamento POSITIVO!!!”

Segundo o fotolog da banda FunPark, a produção do PE no Rock 2007 vai dar mais um jeitinho e encaixar mais uma banda na programação. Na comunidade do PE No Rock no orkut não tem nada ainda. Mas eu to acreditando em tudo, porque as regras do PE no Rock 2007 mudam sempre (ou se adaptam dependendo dos interesses dos patrocinadores, governo, amigos, políticos…). Já teve tanta mudança, jeitinho e confusão, que se formos listar vamos perder um tempão com isso.

Se forem escolher mais uma banda ela sairá das ’sobras’ das seletivas:
Seletiva Garanhuns: Neander, Estado Suicida, Terreiro Cibernetico, Killer, Alkymenia, Rogerio & os Cabras e Sertão Catingoso (que nem tocou na seletiva).
Seletiva Petrolina: BurnOut, Matheus XV, Andranjos, Rukha, Carrancudos, Cobaias, Crematorium, Peraltas e Dzakatu.
Seletiva Recife: Anjos de Metrópoles, Phrasis, Pressão Sangüínea, Álipe Roots, FunPark, Sinhô Pereira, Baque Makossa e Os Marrisqueiros.

Se for mesmo confirmado isso, quais seriam os critérios agora ? amizade ? peixada ? guarda roupa ? indicação política do partido A ? do sobrinho do secretário ou do assessor ?

Relembrando as bandas já ‘confirmadas’.
Das seletivas:
Classificadas na seletiva Garanhuns: Kinto Karma, Sobreviventes do IDRPernamuamba e Muendas de Pernambuco.
Classificadas na seletiva Petrolina: Apocalipse Reggae e Bruxelas.
Classificadas na seletiva Recife: Al Qaeda, Kbssa, Nark e Subversivos.
Selecionadas pelo Orkut: Relles e Fiddy.

Bandas Convidadas *:
Sexta (16/11): Edilza, Charles Teony, Zé Romão, Rhudia, Favela Reggae, Ticuqueiros, Casa Populares da BR 232, Estado Civil e San B.
Sábado (17/11): Devotos, Faces do Subúrbio, Hanagorik, Insurrection Down, Os Cachorros, Matalanamão, Andréa Amorim, Hipnose, Tribo Suburbana, Pácua & Via Sat e Ap.805

* Essa é a lista mais recente que eu tenho, mas ainda pode mudar porque parte das bandas ainda não fechou contrato e/ou acertou os cachês.

COBERTURA: Seletivas PE no Rock - Recife

Eu tentei. Juro! Até prometi, em artigo recente, ser mais tolerante e ter mais respeito aos artistas a serem criticados por mim. Acontece que o mundo não colabora…paciência…

Ao começo: o lugar, o pátio externo do Armazém 14, era espaçoso, aconchegante e bem bacana, como o próprio PE no Rock de 2002 já provara. O preço era simbólico (um kg de alimento não perecível), mas a produção do evento resolveu agendar para um sábado em pleno feriadão. Resultado: pouco público, em geral, constituído pelas próprias bandas e amigos destas. Sávio, produtor do evento, chegou a pegar o microfone várias vezes e praticamente implorar para as pessoas do lado de fora entrarem. “Não paga, tem barzinho e banheiro para vocês”, dizia.

E a grande atração da noite acabou sendo Cannibal, que, como mero espectador, roubou a cena e foi alvo de inúmeros pedidos de fotografias e de autógrafos.

Cannibal foi também o dono da pista mais importante da noite. A cada integrante de banda que passava por ele, perguntava: “Trouxe seu técnico de som?”. A imensa maioria respondeu negativamente. Aí veio a explicação/dica de quem está no ramo há vinte anos. “Velho, se o técnico de som estiver de mau-humor ou não for com a sua cara, seu show já era”. Ou seja, por mais amadora que ainda seja uma banda, se ela vai se apresentar ao vivo em qualquer local, é indispensável ter um técnico de som próprio. O próprio Cannibal me explicava depois: “é coisa de gente inexperiente. Com o tempo aprendem”, concluiu.

Assim que chegamos, Sávio, produtor do festival, convidou Guilherme Moura para fazer parte do júri. Como já havíamos combinados previamente, o convite foi recusado por um único motivo: o evento não respeitou a única regra a que se propôs a cumprir: “Só poderão se inscrever nas seletivas bandas que ainda não tenham participado de eventos do porte do PE no Rock e que ainda não tenham CD lançados por selos ou gravadoras.
Assim sendo, é imperdoável a participação dos Subversivos (que tocaram no APR de 2002) e da Pressão Sangüínea (que tocou na última edição do próprio PE no Rock, em 2004).
Mas foi uma bela oportunidade para acompanhar uma prévia do que deverá ser o festival. O nível das bandas, no geral, se mostrou muito fraco, e o júri acabou sendo coerente em sua escolha (apesar do regulamento incoerente classificar Os Subversivos).

Quem abriu a noite, com mais de uma hora de atraso, foi o fraquíssimo Os Marisqueiros, que ainda insistem (até quando, Senhor?) em imitar (e imitar mal) Chico Science. Deram também o azar de pegar um som tão ruim quanto o que produziram em cima do palco.
Depois foi a vez do bem sacado hip-hop do Kbssa (leia-se Ká Bê Esse Esse A!), que mostrou boas letras, bela presença de palco e colagens bem executadas. Classificou-se com méritos.

Único representante do reggae na noite, o Álipe Roots teve bons e maus momentos, todos por culpa do sistema de som. Não deu muito para saber ao que vieram, mas estava definitivamente fora do alcance deles cumprir tal objetivo.
Os Subversivos fizeram o que se esperava deles: um bom show, com peso e letras de cunho marxista que divertem os mais céticos e orgulham os militantes de esquerda. Já estava na cara que iriam se classificar. Não precisavam disso, pois estão em um patamar bem acima das demais concorrentes.

Baque Makossa e Phrarsis também não conseguiram passar bem o seu recado, e foram praticamente ignoradas.

Depois foi a vez (perdão, mas preciso dizer) de um dos piores shows da história recente da música pernambucana: o da convidada Andrea Amorim. Foi uma hora (contada no relógio) da mais pura tortura sob formato de música, com todos aqueles clichês do metal-gótico-com-pianinho-clássico-insuportável e agudos que chegam a inspirar o suicídio. Apelaram até para o terrível dueto de Edson Cordeiro e Cássia Eller, que já pegava mal há quinze anos, e que ficou ainda pior com Andrea fazendo os agudos de Cordeiro e os graves de Eller. Quando nada parecia pior, veio a versão de “Da Lama ao Caos”, que merecia pagar multa pelo simples fato de ser executada. Até os emos se concentraram na frente do palco para fazer gestos obscenos para a cantora. Agora, justiça seja feita: teve gente que gostou, comprou o CD deles vendido por 2,99 e ainda pediu autógrafo. Andrea será um das atrações do festival. Seu show deverá ser, no mínimo, divertido…em todos os sentidos!

O segundo convidado da noite, Pácua e sua Via Sat, era só felicidade por causa do nascimento, naquela noite, de seu filho, Jorge. Fez um show correto, em que esbanjou presença de palco (como de costume) e que fez a alegria de quem foi lá só para vê-lo.

O Pressão Sangüínea até evolui ao vivo, mas vão ser tratados sempre como subprodutos que são: imitam Uns & Outros, que imitavam Legião Urbana, que por sua vez chupava um monte de banda gringa… Não se classificou, embora o show não tenha sido de todo ruim.

Os melhores shows da noite foram da roqueira Nark e da impressionante Al Qaeda, responsável por uma belíssima roda-de-pogo já em plena madrugada e com o público visivelmente cansado. Seu show foi encorpado, sujo, pesado e destruidor. E muito bom de ser visto. Devem fazer uma bela apresentação no PE no Rock. Olho neles. Valeu a noite.

Sinhô Pereira tentou adicionar ainda mais groove à cartilha Chico Science de ser… Como todos os imitadores, ficou no meio do caminho.

Quem levou um bom público foi o FunPark, com seu hardcore melódico pobre, fraco, aguado e sem muita coisa (ou quase nada) a dizer. Mas aí a culpa nem é deles. O gênero é que é ruim mesmo…

Deu pena dos Anjos da Metrópole. Além de possuírem um dos violões mais desafinados que já vi na vida, as letras mais simplórias que alguém pode pensar em fazer, e um conjunto de músicos em que cada um parecia tocar por si e para si só, ainda deram o azar de pegar o pior som da noite, e seu show foi interrompido duas vezes. Hora perfeita para dar no pé.

No fim das contas, se classificou quem realmente devia (fora Os Subversivos, mas já que a brecha foi aberta, um abraço). Parabéns aos selecionados.

Aos demais, eu sei que tinha prometido ser um bom menino de agora em diante. Mas o mundo, definitivamente, não colabora para isso.

Inscreva seu clipe no Festival de Vídeo de Pernambuco

De 3 a 5 de dezembro, no Teatro do Parque, acontece o IX Festival de Vídeo de Pernambuco. Mais uma vez o festival abre espaço para Video Clipes com prêmios de R$ 3500, 1500 e 1000 para os três melhores.
As inscrições vão de 7 a 9 de novembro, também no Teatro do Parque.

Pra quem não lembra, os 3 clipes premiados no ano passado foram:
1º - Mundo Livre S/A - Carnaval Inesquecível na Cidade Alta - Pedro Severien
2º - Mundo Livre S/A - Laura Bush Tem um Senhor Problema - Pedro Severien
3º - The Playboys - Paulo André Não Me Ouve - Danielle Valentim

Assista o clipe do Mundo Livre S/A - Carnaval Inesquecível na Cidade Alta:

Confira o regulamento:
REGULAMENTO DO IX FESTIVAL DE VÍDEO DE PERNAMBUCO
MOSTRA COMPETITIVA/2007

CAPÍTULO I
DA FINALIDADE
Art. 1º – Constitui objeto deste Festival, distinguir as diversas realizações em vídeo, concedendo prêmios, outorgados, respectivamente, pelo Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura da Cidade do Recife, objetivando incentivar a criatividade e a difusão da Produção Audiovisual Pernambucana.

CAPÍTULO II
DA PREMIAÇÃO

Art. 2º – Os prêmios serão atribuídos nas seguintes categorias:
I – Documentário;
II – Vídeo Clip;
III – Ficção;
IV – Experimental;
V – Animação;

Art. 3º – Os prêmios, considerando as categorias descritas no Art. 2º, serão concedidos da seguinte forma:
I – Os cinco 1º (primeiros) colocados das categorias dispostas no artigo 2º receberão o valor de R$ 3.500,00 (dois mil e quinhentos reais) outorgados pelo Governo do Estado de Pernambuco;
II – Os cinco 2.º (segundos) e 3.º (terceiros) colocados das categorias dispostas no artigo 2º receberão, respectivamente, os valores de R$ 1.500,00 (hum mil e quinhentos reais) e R$ 1.000,00 (hum mil reais) outorgados pela Prefeitura da Cidade do Recife;
III – Caso não se verifiquem quaisquer das premiações elencadas nos incisos I e
II do presente artigo, os valores correspondentes as suas colocações serão
destinados aos premiados a título de menção honrosa, se concedido, nas
diferentes categorias.
Parágrafo Primeiro – Haverá incidência dos impostos previstos na legislação
em vigor.

CAPÍTULO III
DO PRAZO E LOCAL DA INSCRIÇÃO
Art. 4º – As inscrições para a Mostra Competitiva deverão ser realizadas pelos concorrentes ou seus procuradores, entre o período de 07 e 09 de novembro de 2007, no horário e expediente do Serviço Público Municipal, no endereço abaixo indicado:

Teatro do Parque
Gerencia de Audiovisual
Rua do Hospício, 81 – Boa Vista – Recife/PE
CEP: 50060-080 – Fone: 3232.1556

Parágrafo Primeiro – O Regulamento da Mostra Competitiva poderá ser obtido a partir do dia 25 de setembro de 2007, na Internet, nos endereços http://www.fundarpe.pe.gov.br (Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Pernambuco) ou http://www.recife.pe.gov.br (Prefeitura da Cidade do Recife).
Parágrafo Segundo – Para os concorrentes que tenham domicílio fora da Região Metropolitana do Recife, será admitido pedido de inscrição via Sedex, postado até o último dia estabelecido para as inscrições, dirigido diretamente à Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Pernambuco no endereço abaixo indicado:
Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Pernambuco
Coordenadoria do Audiovisual de Fotografia
Ref.: Festival de Vídeo de Pernambuco
Rua da Aurora, nº 457 – Boa Vista – Recife/ PE
CEP: 50.050-000

Parágrafo Terceiro – Adotada a hipótese do Parágrafo Segundo, a Fundação do
Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Pernambuco encaminhará ofício de
informação do recebimento da inscrição ao concorrente, no prazo de 07 (sete)
dias, podendo ocorrer, também, por meio de correio eletrônico.
Art. 5º – Os vídeos serão inscritos somente se acompanhados da ficha técnica e sinopse em 2 vias impressas e em disquete ou CD, conforme modelo que acompanha o regulamento.
Parágrafo Primeiro – A não apresentação do disquete ou CD ou a apresentação de disquete e CD com erro de leitura implicará na anulação da inscrição.
Parágrafo Segundo – Serão aceitos cartazes, fotos e qualquer outro material que permita a melhor divulgação do vídeo.
Parágrafo Terceiro – Cada concorrente poderá inscrever até 02 (dois) vídeos, sendo obrigatória a entrega de três cópias em DVD para cada vídeo, devidamente identificadas.
Art. 6º – Serão aceitos trabalhos produzidos em qualquer formato (VHS, Betacam, Dvcam etc.) desde que copiados em DVD com boa qualidade técnica para exibição.
Art. 7º – Só poderão participar vídeos produzidos no Estado de Pernambuco, a partir do ano de 2005 e com duração máxima cada um, de 30 (trinta) minutos.

CAPÍTULO IV
DA COMISSÃO DE SELEÇÃO E DA COMISSÃO JULGADORA
Art. 8º – A Comissão de Seleção e a Comissão Julgadora serão designadas, conjuntamente, pelo Presidente da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado de Pernambuco e Secretário de Cultura da Prefeitura da Cidade do Recife.
Art. 9º – A Comissão de Seleção será constituída por 03 (três) membros que selecionará os vídeos nas categorias descritas no Art. 2º para participarem da Mostra Competitiva.
Parágrafo Único – A Seleção dos vídeos para a Mostra Competitiva dar-se-á no período de 10 a 19 de novembro de 2007.
Art. 10 – A Comissão Julgadora será constituída por 05 (cinco) membros de reconhecido conhecimento e competência no campo Audiovisual (Cinema, Vídeo e Fotografia) que indicará os premiados na Mostra Competitiva do IX Festival de Vídeo de Pernambuco.
Parágrafo Primeiro – A Mostra Competitiva do IX Festival de Vídeo de Pernambuco será realizada nos dias 03, 04 e 05 de dezembro de 2007, no Teatro Parque.
Parágrafo Segundo – Os premiados nas categorias descritas no Art. 2º deste Regulamento serão proclamados no dia 06 de dezembro de 2007 em horário e local a serem divulgados durante a Mostra Competitiva do IX Festival de Vídeo de Pernambuco.
Art. 11 – A decisão da Comissão Julgadora serão soberanas, definitivas e irrecorríveis, não cabendo quaisquer recursos.
Art. 12 – A decisão da Comissão Julgadora, proclamando os Projetos Vencedores, será publicada do Diário Oficial do Estado do Município, no dia no dia 08 de dezembro de 2007.

CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 13 – A inscrição do concorrente no implica a exibição do vídeo na Mostra Competitiva, caso ele não seja selecionado pela Comissão de Seleção.
Art. 14 – Os vídeos inscritos, independentemente de selecionados, não serão devolvidos, passando a fazer parte dos acervos do MISPE e da Gerência de Audiovisual da Fundação de Cultura Cidade do Recife, que poderão exibi-los institucionalmente.
Art. 15 – A inscrição do concorrente implica a prévia e integral concordância das normas deste Regulamento.
Art. 16 – Os casos omissos que não envolvam o mérito intrínseco dos trabalhos serão decididos pela Comissão de Seleção.