Archive for setembro, 2008

As Mais Novas - La Garantia

E aí, pessoal! Tudo massa? Quem costuma acompanhar “As Mais Novas” percebeu e reclamou porque não demos sinal de vida na semana passada, né? Mas essa semana, excepcionalmente, apresentaremos duas bandas novas pra vocês. Quinta-feira vocês irão conhecer o trabalho de Infa & Os Inflamáveis, mas hoje nós iremos falar do rock´n roll da banda La Garantia!

La Garantia nasceu um pouquinho antes de 2005, quando Diego Bezerra chegou à cidade do Recife. Figurinha conhecida na cena de Aracaju, Diego (ou Gato, como é chamado pelos amigos) começou a conhecer o rock recifense bem na época do “boom” das bandas indie (Profiterólis, Rádio de Outono, Vamoz!, entre outras…). Liderando a lista dos shows em que mais vibrou está a final do primeiro Microfonia, que deu ao Volver o reconhecimento e a oportunidade que ele sempre quis ter.

Empolgado com tudo o que estava acontecendo, tentava convencer a alguém que suas composições eram legais e tinham tanto potencial quanto as bandas que estavam em alta, até que conheceu os meninos da Porão GB, que logo lhe apresentaram Felipe Marenas, que assim como ele, sentia necessidade de criar um projeto pra mandar sua mensagem e tocar com todo o seu sentimento.

A banda só veio estrear nos palcos em 2007, na inauguração do extinto Anarquia Pub, em Olinda. Logo depois ao sucesso do show, convidaram Enio Damasceno, do Mellotrons, pra participar da gravação do tão sonhado EP tocando guitarra e ele acabou ficando pra sempre! E Leandro Videira, que até então era só o proprietário do estúdio onde a eles ensaiavam, acompanhou as gravações, se encantou pelas músicas e passou a fazer parte do grupo também.

Com as músicas na mão, o antigo “forasteiro” Diego e seus amigos, trataram de divulgar o seu som e foram chamados pra dividir o palco com várias bandas (entre elas Móveis Coloniais de Acaju, Lafusa, Mormaço, etc…), e realizaram o sonho de serem selecionados para as eliminatórias do Microfonia desse ano e serem admirados por gente como Bruno Souto, vocalista da Volver:
O La Garantia é mais um grupo que tem a coragem de fazer um som desse tipo aqui na terrinha. Os caras estão de parabéns pela honestidade e pelas boas músicas, muito bem arranjadas.

E aí? Ainda não está convencido que o som da La Garantia é legal?
Ah, bicho! Comece a escutá-la agora, leia a entrevista abaixo e tire as suas próprias conclusões!!!

La Garantia – Bilhete do Show

Como foi que a La Garantia nasceu?
É uma trama tão cheia de reviravoltas, de questões freudianas, heiddegerianas e nietzscheanas, isso sem contar as desilusões, que eu tenho até preguiça de contar.

Explica pra quem não conhece como é o som da banda. Que sons vocês curtem e quais são as suas influências?
A gente não tem muita certeza de como definir o som da gente. Não que a gente queira dizer que é uma coisa nova, que não tenha com o que comparar, claro que não! O som da gente é a junção das influências de cada um, então eu acho que dá pra comparar com um monte de coisa, mas é que quando você compõe você entende a música, e música é uma coisa que bate diferente em cada pessoa. Eu já ouvi desde “me soa rock gaúcho” até “eu percebi um ‘Interpol’ ali no meio”.

Acho que é mais fácil pra tu aí, bro! Define a gente aí…

Como são os shows de La Garantia? O que não pode faltar neles?
Os shows da gente são sempre uma bagunça! Sempre falta alguma coisa, sempre dá pau no som, mas a gente está sempre lá, sorrindo (isso quando não acontece de algum idiota subir na bateria no meio do show, e achar que pode descer uma baqueta velha nos pratos de Videira, aí o tempo fecha, e digo isso com conhecimento de causa!!!). E o que não pode faltar no show da La garantia sou eu, ou Enio, ou Videira e não pode faltar de jeito nenhum o Gato, porque não teria a menor graça sem ele.

É difícil ser uma banda nova no Recife?
É, rapaz, é sim…

Quais são os planos futuros da La Garantia?
Que seja sempre uma bagunça, que sempre falte alguma coisa, que o som continue dando pau e que a gente esteja lá sempre, sorrindo. É claro que se não faltar nada, se o som não der pau e só precise que a gente esteja lá, fazendo bagunça e sorrindo, vai ser melhor.

Quais são as melhores bandas pernambucanas pra vocês?
Isso é complicado… Mas Nação Zumbi, Mellotrons e Superoutro estão nessa lista.

Tem alguma banda nova legal na cidade? Indica aí pra gente!!!
Tem a Gandharva, mas eu não sei o MySpace não… Na verdade, eu não sei nem como se escreve! E tem a Javacafé também, que é uma banda que promete pra caralho, e que eu também não sei onde tem as músicas pra turma escutar. E tem a Jahstafary também, que é um reggae classe e que tocou com a gente outro dia.

Se quiserem acrescentar algo, o espaço é de vocês!!!
O Sr. é uma Autarquia.
Vai por que quer, falta de resposta é que não é.

E aí? Gostou da La Garantia e quer saber mais sobre o projeto?
Acesse já o seu MySpace e Fotolog!

E mais, se você conhece ou toca em alguma banda e está na correria, lutando para conseguir um lugar ao sol, manda um e-mail pra gente com sugestões: reciferock@gmail.com .

Até quinta-feira lagarantiasoyo com Infa & Os Inflamáveis!!!

Tapa na Orelha: Eu também vou reclamar

Todo ano de Microfonia é a mesma chiadeira: “minha banda não entrou porque há um complô, porque existe penelinha, porque há um pacto entre jornalistas, produtores, Deus e o Diabo para prejudicar o que realmente é bom, ou seja, minha banda”.

Como diria Raulzito, “eu também vou reclamar”. De tudo e de todos. Se eu hoje não trabalho no Washington Post é porque existe favorecimento. A editoria do jornal só separa currículo de amigos, o que gera uma panelinha braba naquele jornal, que não sabe reconhecer um talento verdadeiro, ou seja, o meu. Limitado? Eu? Que nada! Possuo o melhor texto do Recife, do Nordeste, do Brasil, da América Latina e do Mundo. Mas o Mundo não reconhece, uma vez que não me dá espaço para mostrá-lo. Existe um verdadeiro complô contra minha pessoa, formado por editores, donos de jornais e revistas que preferem selecionar o trabalho de gente muito menos competente do que eu.

O que farei para mudar isso? Nada. Continuarei reclamando aqui a cada dois anos, expressando minha opinião nos poucos locais que me dão espaço para falar a “verdade”. Para denunciar esses editores comprados, as iniciativas públicas e privadas que não dão apoio a um raro e verdadeiro talento como o meu. Permanecerei descendo a lenha em quem é selecionado e contratado, mesmo sem conhecer o trabalho deles. Afinal, nenhum deles deve chegar aos meus pés.

Sou um eterno injustiçado. Não consigo trabalhar em lugar nenhum. Ninguém seleciona meu currículo para nada. Meu texto é perfeito, minha carga de leitura é absurda, minhas entrevistas são inteligentes, meu sarcasmo beira a genialidade, minhas coberturas são abrangentes, dando voz a todos os ângulos possíveis e imagináveis que envolvem um único aspecto. Ouço sempre o outro lado, sou pluralista, justo, correto, de competência indubitável. Sou foda! 

Por que ainda estou no Recife? Por que só escrevo no RecifeRock!? Por que a Rolling Stone, a NME, a Mojo e todas as revistas musicais do planeta não se curvam aos meus pés?. Ou melhor, nem vou tão longe: por que diabos a Folha de Pernambuco, o Diário de Pernambuco, o Jornal do Commercio e até mesmo o Aqui não me oferecem uma vaga? Afinal, a galera que trabalha nesses jornais não pode ser melhor ou tão competente quanto eu. Pode? Nem fudendo! São todos favorecidos, amiguinhos dos editores, fazem parte de uma panelinha do jornalismo pernambucano, bla, bla, bla…

Cobertura: Festival No Ar Coquetel Molotov – Shows Sala Cine - segundo dia

por Breno Mendonça

O segundo dia do festival No Ar Coquetel Molotov 2008 ainda reverberava a apresentação de Marcelo Camelo no dia anterior com a banda Hurtmold, e da participação da estrela-mirim Mallu Magalhães. Foi algo fora do normal realmente. Neste segundo e último dia, o Sala Cine tinha uma escalação mais diversificada de atrações, com o hip hop de Akin, o rock-pop do Pocilga Deluxe, a psicodelia de Zeca Viana e o folk fofinho do Club 8.

O Pocilga Deluxe foi a primeira do dia. O grupo é liderado por André Balaio, ex-vocalista da Paulo Francis Vai Pro Céu, e assim como sua antiga banda, o sarcasmo e o humor fazem parte do cardápio de referências do Pocilga. Musicalmente eles executam um pop-rock (que eles chamam de psicopop, algo que realmente os define bem) muito criativo, com Balaio fazendo as vezes de front-man e mandando ver em sua performance quase teatral. O show foi ótimo, e teve grande resposta da platéia.

Em seguida era a vez de Zeca Viana e sua Onomatopéia Bum (as irmãs Sofia e Maíra Egito) fazerem um dos melhores shows da Sala Cine, e do festival. Zeca definitivamente tem os anos 60 como sua base musical, com Syd Barrett e Arnaldo Baptista como grandes referências, mas o show mostrou diversas facetas e toda a criatividade de alguém que respira música. Também ficou claro a preocupação com os mínimos detalhes, desde a vestimenta de todos integrantes aos vídeos projetados no telão, todos de autoria de Sofia, e que tinham ligação direta com as músicas. Zeca ainda contou com a participação de Domingos Sávio, da banda Monodecks, tocando guitarra e flauta, ajudando nos arranjos, que ficaram muito bons. Destaque para as músicas “Doutor Ervilha” e o hit “Late, Leite, Light”. Sem dúvida Zeca foi a grande revelação do festival.

Comprovando que o Sala Cine reserva sempre grandes shows, com pequenas exceções, o esperado show do Akin teve início, com os músicas Maurício Takara na bateria, Guilherme Granado e Marcos Gerez nos teclados/sinths, o trompetista americano Rob Mazurek, e o DJ Mako nas pick-ups, todos juntos ao rapper paulista. O que aparentemente seria um show de hip hop foi muito mais além com esse time de músicos. O show tem um caráter bem experimental com improvisos por parte dos músicos e também por Akin, que manda suas palavras de contestação algumas vezes em forma de poesias. O show foi foda, e com músicos como esses seria difícil de não ser mesmo. A moral da galera pode ser medida pela quantidade de músicos de outras bandas que estavam conferindo a apresentação. Apesar da densidade dos arranjos, muitas vezes em um quase drone/noise, o público recebeu muito bem o show, e muitos dançavam no ritmo das batidas. Akin faz o caminho que o hip hop precisa fazer para continuar sendo relevante como expressão musical e social. Ótimo show, muito inspirador.

Para finalizar a noite estava programada a sueca Club 8, cercada de grande expectativa dos fãs do grupo, que lotaram a sala. O que ninguém contava era com o enorme atraso de quase uma hora que retardou o início da apresentação. O somatório atraso, sede, fome, calor infernal foram suficientes para que eu visse apenas uma música da dupla sueca e saísse. Claro que não vou emitir uma opinião baseado em uma só música, mas pessoas que viram me disseram que foi um bom show. Foi mal, mas não deu pra mim.
De toda forma, o saldo dos shows da Sala Cine são sempre muito positivos. Ótimos shows de diversas expressões musicais. O problema do calor na sala é algo para se melhorar para as próximas edições do festival, se o mesmo voltar a acontecer na UFPE. No mais, a oportunidade de ver tantos bons artistas em dois dias é algo a ser celebrado.

Cobertura: Festival No Ar Coquetel Molotov – Shows Sala Cine - primeiro dia

por Breno Mendonça

O primeiro dia do festival No Ar Coquetel Molotov 2008 reservou para a Sala Cine UFPE alguns dos melhores shows de todo o festival. Burro Morto e Guizado destacaram-se com shows espetaculares. A Banda de Joseph Tourton mostrou qualidade e carisma e agradou bastante a platéia. O único senão da noite ficou pela banda potiguar Bandini, que destoou em tudo das demais.

Abrindo o festival, a Burro Morto fez uma apresentação digna de uma banda com grande experiência e com anos de estrada. Na verdade, seus músicos fazem e fizeram parte de grupos paraibanos já rodados, que resolveram se reunir em um projeto voltado à música instrumental. É perceptível, no som do Burro Morto, elementos de música com raízes percussivas como o afrobeat, o dub, e também uma veia rock forte, com tendências prog-kraut bem evidentes. O show no Sala Cine surpreendeu a todos . Mesmo quem já havia escutado as músicas via myspace ficou boquiaberto com a energia e intensidade da apresentação e da nova dinâmica que as músicas ganham ao vivo. A cozinha do grupo (baixo, bateria e percussão) é impecável, com grande destaque paro o baterista, o camarada manda muito. O som deles, apesar de ter um jeitão de Jam, é muito coeso e redondo. Na hora me lembrou um Guru Guru (ou um Amon Duul) abrasileirado. Muito foda, melhor surpresa de todo o festival, melhor show da noite ao lado do Guizado. O Burro Morto pode tranqüilamente trilhar o caminho que já vem sendo desenvolvido por grupos como Macaco Bong, ou mesmo o Hurtmold.

Em seguida a Sala Cine ficou um pouco menor, ou mais apertada e calorenta, pois iria ter início a apresentação d’A Banda de Joseph Tourton, que atraiu um séquito de amigos/fãs e curiosos que estavam ansiosos para ver o grupo instrumental que em pouco tempo de existência já estava tocando em um festival como o No Ar. A música que eles fazem é um espelho das influências dos integrantes, uma gurizada que vêm crescendo ao som do Hurtmold, Mombojó, Mundo Livre… A real da Joseph Tourton é a seguinte: é massa ver uma gurizada como essa, cheia de energia e carisma mandar um som como esse. É perceptível algo do Hurtmold mais forte aqui e ali. Mas nada que beire a chupação. Ao contrário, eles buscam claramente uma identidade. Rola uma honestidade de amigos que se juntaram para tirar um som e estão se divertindo. Têm potencial e bons músicos, coisas boas virão deles. O show foi muito bom, muito bem recebido e aplaudido.

Na sequência tivemos o desnecessário Bandini, do Rio Grande do Norte. O grupo não esconde que tem uma banda clássica, o Joy Division, como sua grande influência e formata suas canções (ou pelo menos tenta) à imagem e semelhança dos mesmos. O que acontece é que suas músicas são apenas pastiches mal executados com uma roupagem moderninha. A relevância de uma banda assim é mínima, existem milhares de outras com a mesma “proposta”. O show foi bastante fraco, os caras estavam nervosos. Não compensaram na performance a falta de originalidade. Pareceu-me uma banda ainda muito verde e imatura quanto à sua concepção musical, que não justificou sua inclusão no festival. Como produto pode até ser vendável, certamente várias pessoas gostaram de sua apresentação, mas acho que a busca de uma identidade pode ser o diferencial que poderá levar a banda a algum lugar de destaque. Por enquanto fica a má impressão deixada no Sala Cine.

Finalizando os trabalhos, e elevando o nível consideravelmente, o Guizado, de Guilherme Mendonça, subiu ao mini palco do Sala Cine e mostrou como se dilui e processa influências para criar algo novo e interessante. O Guizado está inserido em uma quase-cena paulista (na verdade sediada em São Paulo, pois são músicos de todo o Brasil) de artistas que colaboram entre si e têm a diversidade de influências e a inventividade como premissas de seus trabalhos. Junto a Guilherme estavam o baterista Curumim e músicos do Cidadão Instigado. O show consiste de batidas pré-gravadas com a banda tocando e improvisando em cima. Uma aura psicodélica permeia todo o som do grupo, inclusive as projeções aumentam essa impressão, mas a veia jazzística também pulsa forte no trompete de Gui e nas levadas de Curumim, assim como elementos de dub, grime, free-jazz, tudo em perfeita harmonia com as melodias da guitarra. A música do Guizado é original, criativa, sofisticada, mas, sobretudo, acessível. E teve grande resposta do público presente.

Conheça as 16 bandas selecionadas para o Microfonia 2008

Microfonia 2008

A lista com as 16 bandas selecionadas para a semi-final do Microfonia 2008 foi divulgada ontem à noite pelo site da Aeso/Barros Melo. As bandas selecionadas são A Banda de Joseph Tourton, A Comuna, Black Flowers, Candeias Rock City, Caravana do Delírio, Gandharva, Gigantesco Narval Elétrico, Ilíada 1, Javacafé, La Garantia, Love Toys, Seu Fulô e a Fuleragem, The Haze, The Keith, Ugly Boys e Voyeur.

As bandas foram selecionadas pela curadoria do Microfonia 2008 formado por Paulo André Pires (Abril Pro Rock), Cláudio Moura (Sá Grama / Prof de Prod Fonográfica - AESO), Marcos César (Conjunto Pernambucano de Choro / Prof de Prod Fonográfica - AESO), William Paiva (Estúdio Mr. Mouse) e Bruno Nogueira (Pop Up/Pernambuco.com).

Curioso da lista é a presença das bandas A Comuna e Black Flowers, que já participaram das semi-finais da primeira e segunda edições do Microfonia respectivamente. Outra presença curiosa é da banda Candeias Rock City, novo projeto de Johnny Hooker, que foi finalista das 2 primeiras edições do festival.

Parabéns e boa sorte para todas as bandas.
Agora é esperar a divulgação das datas e local da semi-final do festival.

release:
CONFIRA AS 16 BANDAS SELECIONADAS NA ELIMINATÓRIA DO MICROFONIA

As Faculdades Integradas Barros Melo (AESO) divulgaram nesta quarta-feira (24) a lista das bandas selecionadas para a semi-final do Festival Microfonia. Ao todo, 16 grupos foram selecionados para concorrer à premiação. As escolhidas irão se apresentar ao vivo, em horário, data e local definido pela organização do evento, cada uma com quatro músicas, sendo três autorais e uma “cover”.

Confira os selecionados:
01. A Banda de Joseph Tourton
02. A Comuna
03. Black Flowers
04. Candeias Rock City
05. Caravana do Delírio
06. Gandharva
07. Gigantesco Narval Elétrico
08. Ilíada 1
09. Javacafé
10. La Garantia
11. Love Toys
12. Seu Fulô e a Fuleragem
13. The Haze
14. The Keith
15. Ugly Boys
16. Voyeur

fonte: http://www.barrosmelo.edu.br/?area=i_noticia&id_noticia=893