Archive for setembro, 2008

The Playboys no Uk Pub

The Playboys no Uk Pub
Terça (22/09/2008) 22h
UK Pub (Rua Francisco da Cunha, 165 - Boa Viagem)
Preço: R$ 7,00 e ´Ladies Free’ até às 22h - Info: 3465.1088
The Playboys e Convidados

The Playboys (divulgação)

release:
Nesta terça-feira (23), vai rolar o ‘The Playboys e companhia‘ no UK Pub. Trata-se de um show em que a banda vai convidar alguns parceiros musicais para dividir o palco. Nessa participação, os convidados vão cantar versões de músicas próprias acompanhados pelos instrumentistas da The Playboys. Já confirmaram presença Henrique Monstro (Le Bustier en Decadence), que além de cantar algumas músicas da The Playboys e do Le Bustier, também fará performances poéticas com trilha sonora ao vivo.
Antes e depois do show vai rolar discotecagem do DJ Salvador. Até às 22h mulher entra de graça e até às 24h rola clone de chopp.

Serviço: Show The Playboys e convidados
Onde: UK pub, rua Francisco da Cunha, 165, Boa Viagem
Preço: R$ 7,00 e ladies free até às 22hs.
Hora: 21hs
Info:  3465 1088

Cobertura: Devotos no Alto José do Pinho - Gravação do CD e DVD ao vivo

Gravação de cd ao vivo e de dvd costuma ser um show diferente do habitual, mais técnico e mecânico, pois a intenção é gerar um produto perfeito, sem falhas. Mas, quando se trata da gravação do cd e do dvd de comemoração dos vinte anos de carreira do Devotos, a emoção acaba dando a tônica de todo o processo. Ainda que músicas precisem ser gravadas mais de uma vez; que os problemas comecem logo na primeira música; que toda a parafernália tecnológica esteja a serviço de uma gravação burocrática tal e qual um programa de TV, foi difícil não se emocionar ontem no Alto José do Pinho.

Câmeras não faltaram. Ao contrário, até assustava o número delas. Uma grua à direita do palco, pessoas de produtoras de TV, de programas independentes, gente da MTV, dos jornais. E de Natal, Maceió, João Pessoa, Caruaru. E do Jordão, Mustardinha, Curado. Pessoas que vieram de longe porque sabiam que o momento era especial.

Um sujeito muito bem vestido, camisa por dentro da calça, me vê com a camisa do Devotos e pergunta se eu faço parte da produção da banda. Respondo que não, que sou apenas um fã. E ele explica: “eu acabei de chegar de João Pessoa. Larguei do trabalho agora, por isso estou vestido assim. Sou fã do Devotos há mais de dez anos, e não perderia este show por nadaâ€. Além de fãs antigos como ele, muita gente nova, muita criança no colo dos pais, coisa realmente bonita de se ver. O clima era esse.

Alto José do Pinho lotado, a banda sobe ao palco e Cannibal confessa no microfone: “galera, eu nunca estive tão nervoso na minha vida.†E emenda com o grito:â€Tudo que eu queria não podia terminarâ€. “Dia Morto†acabava de ser executada para abertura do show, e veio o primeiro problema. Cannibal de novo ao microfone: “Deixa eu contar uma história. O pessoal da técnica insistiu para que arranjássemos uma bateria nova para o show de vinte anos da banda. E o pedal da bateria acabou de quebrar. Antes tivesse ficado com a velhinha mesmoâ€. Ninguém segurou o riso. Alguns minutos de ajustes, e “Dia Morto†é tocada novamente, agora com mais raiva ainda. Emendam com “Nós Faremos que Você Nunca Esqueça†e “Caso de Amor e Ódioâ€. A roda comia solta na frente do palco. A grua registrava toda a reação do público, e cada presente parecia saber que estava fazendo parte de um momento histórico.

Aí Cannibal diz que vai chamar um amigo especial. Antes de anunciar quem é o tal amigo especial, Lirinha entra, com seu timing único, vestindo uma camisa do Náutico Vermelha e Branca. Juntos, cantam “Dança das Almasâ€, canção que encerra o último cd da banda, “Flores Com Espinhos para o Reiâ€. E aí veio a surpresa mais bacana da noite: atacaram com uma versão furiosa de “A Matadeiraâ€, que ficou excepcional tocada pelo trio e com os vocais de Cannibal e Lirinha. Sem contar que o Alto quase veio abaixo. Lindo!

Adilson Ronrona (agora um respeitado senhor casado), entrou de pijama para cantar “Sociedade Alternativaâ€, e o Devotos devolveu a homenagem tocando o clássico mor do Matalanamão, “Mim Daiâ€.

Durante “Mas Eu Insistoâ€, a banda sai do palco e abre espaço para o Afoxé Ilê de Egbá tocar tambores e fazer evoluções. Depois a banda retorna para a explosão do peso do hardcore com o batuque do afoxé. Após o término do  show, a música precisou ser repetida por problemas técnicos na gravação.

E vieram “Eu Tenho Pressa†(que também precisou ser repetida), “Tem de Tudoâ€, “Faz Parte do Cotidianoâ€. Eis que Clemente, dos Inocentes, é chamado ao palco. Toca e canta “Alien†junto com a banda. Diz que compôs a próxima canção na época do Plano Cruzado (a maioria presente nem era nascida nessa época), e manda uma bela versão de “Pátria Amadaâ€.

E surge imponente “Punk Rock Hardcore Alto José do Pinhoâ€, porrada que tantas vezes me deixou sem voz e sem fôlego nas rodas-de-pogo da vida. E, para felicidade geral do Alto José do Pinho, “Punk Rock…†também precisou ser tocada novamente.

Pelo que se viu do show, do esmero de todo o pessoal da técnica e da banda, o CD e DVD têm tudo para ficar lindo. Gravado no local certo, por gente que sempre acreditou que “a revolta pode ser de pazâ€.

Danem-se a suposta e mitológica imparcialidade e a educação formal. Não dá para terminar este texto de outra forma: Parabéns, Cannibal, Neilton e Celo. Vocês são do caralho!

Cobertura: No Ar: Coquetel Molotov - Segundo dia

O texto sobre os shows das bandas da sala Cine-Pe será escrito por Breno Mendonça, e estará no ar em breve aqui.

 

Segundo dia de festival e novamente tudo correu tranqüilo, não fosse um pequeno detalhe: os suecos do Club 8 demoraram um bocado para começar seu show na sala Cine PE, o que irritou um pouco o público e fez com que sua apresentação (muito boa, por sinal) ocorresse quase que simultaneamente à de Catarina. Como as leis da física ainda não permitem a ninguém estar em dois lugares ao mesmo tempo, acabou se dando mal quem optou pelo confuso show de Catarina.

No mais, tudo perfeito. Som funcionando bem, iluminação linda e público disposto a conhecer coisas novas. Aliás, era o primeiro festival de muita gente ali, devido ao alto número de adolescentes que mal pareciam saídos dos quinze anos. Talvez seja o fenômeno Mallu Magalhães. Aliás, vale a pena gastar algumas linhas com ela.

Mallu é uma criança (basta conversar um pouco com ela para se convencer disto) que vem sendo engolida pelo showbizz. E só resta torcer para que essa mudança abrupta em sua vida não prejudique sua saúde e sua personalidade. Porque não dá para passar incólume por tamanho turbilhão em espaço tão curto de tempo. Na verdade, acho bastante injusto criticar alguém de 16 anos que até pouquíssimo tempo tocava no quarto de sua casa e de uma hora pra outra foi alçada a condição de nova grande descoberta da música brasileira. É complicado porque estamos diante de um talento que ainda precisa ser bastante lapidado. E, por outro lado e ao mesmo tempo, boa parte da graça reside justamente nessa falta de lapidação, em sua espontaneidade “bruta†que destoa de toda a classe artística já calejada e veterana na cínica dança da indústria do entretenimento. Não deve ser fácil, da noite para o dia, passar da condição de fã para parceira de seus ídolos. O choro dela abraçada com Marcelo Camelo no palco ilustrava claramente isso. Ela talvez ainda esteja na fase de achar que tudo não passa de um sonho, e o medo de acordar deve ser grande. Deixemos então a menina crescer para mostrar ao que realmente veio. Por enquanto, o que ela já fez está de muito bom tamanho.

Catarina de Jah, segundo release, é olindense, tem 28 anos, é DJ e agora cantora. É preciso enfatizar bem este AGORA. Ela faz uma mistura confusa de ritmos latinos e regionais tentando dialogar com uma certa contemporaneidade. É insegura no palco, e não resite às provocações da platéia. Ao ouvir “Toca Ana Juliaâ€, devolve com um “Eu não sei tocar Los Hermanos, não!â€, sem esconder uma certa irritação. Ao tentar soar engraçadinha, pede desculpas ao público em nome de suas dançarinas – que, obviamente, não devem existir -, e diz que elas estavam com medo de encarar a platéia indie do festival. “Elas juraram que foi um problema com o mega-hairâ€. E, querendo ironizar o público presente, tratou de brindá-lo com piadas intraduzíveis. “Outra síndrome do verão é a síndrome de Mario de Andradeâ€. Silêncio mortalâ€. “Ri, minha genteâ€. E, finalmente, rimos por ela aceitar sua derrota como humorista. Talvez fosse melhor colocá-la na Sala Cine-PE. Ficou evidente que o AGORA cantora é bem AGORA mesmo. É preciso dar mais tempo a ela.

Algumas fontes bem confiáveis garantiram que o violinista Owen Pallett, do Final Fantasy, nada tem a ver com o Arcade Fire. Que apenas teria feito uma breve colaboração com o grupo canadense, mas que não seria, como foi vendido ao público, o “violinista do Arcade Fireâ€. Não consegui tirar a dúvida nem com ele nem com a produção do Coquetel Molotov. Falha grave minha, reconheço. Fica aqui o espaço aberto para a produção do festival esclarecer minha incerteza. De qualquer forma, o show dele foi bem bonito, transitando no limite da fronteira entre o golpe e a genialidade. Ele toca por cima de bases pré-gravadas, o que dá a errônea impressão de que qualquer um poderia fazer o mesmo. Mas quando seu violino fica em primeiro plano, constatamos que estamos diante de um músico de outro planeta, dono de um talento incomensurável. E, o mais bacana, foi aplaudido de pé ao final de seu show intimista, ousado e que funcionou às mil maravilhas num teatro. Só que desconfio que boa parte deste entusiasmo todo foi creditada ao seu “vínculo†com o Arcade Fire.

Criança ou não, Mallu Magalhães já superou a esfera virtual e hoje é uma artista de verdade para o público. Foi muito tietada nos bastidores, distribuiu autógrafos, tirou fotos com fãs, dividiu as atenções no backstage com Marcelo Camelo. Seu show foi extremamente competente. Ela não vacilou um só minuto (temi que ela não segurasse a onda ontem), e, em seu jeito atabalhoado e fofo (perdão, a palavra é essa mesmo), tirou, sabe-se lá de onde, a seguinte frase: “eu queria chamar ao palco dois bancos e o Marcelo Cameloâ€. E a histeria estava novamente armada. Juntos, cantaram “Jantaâ€, acompanhada pelo público como se fora do repertório do Los Hermanos. Desta vez, Mallu conseguiu conter um pouco a emoção, e não desabou como no dia anterior. No mais, ainda é muito cedo para dizer qualquer coisa sobre Mallu. É uma menina de 16 anos dona de um talento e carisma inquestionáveis. O tempo se encarregará de dizer qual será o lugar dela quando crescer e não tiver mais lição de casa para fazer.

Não há muito para falar sobre o show do sueco Peter Bjorn And John. Trata-se de um trio competente, de boa pegada roqueira e que possui um belo show. Boa parte do público já havia ido embora quando eles entraram em cena, e a parte que ficou os recebeu muito bem. Deixaram o hit “Young Folks†para a parte final de sua apresentação, e ainda voltaram, entusiasmados, para um longo bis. Belo show, mas, no fim das contas, o que vai ficar na memória do público nesta edição do No Ar: Coquetel Molotov são as apresentações de Marcelo Camelo e de Mallu Magalhães. E com toda justiça.

Esse é o Som do Paulista

Esse é o Som do Paulista
Sábado (20/09/2008) 17h
Praça Aníbal Fernandes do bairro de Jardim Paulista Baixo (Paulista)
Preço: grátis - Info: 9258.7639
Mira Negra, Banda Viruz, Relato Consciente, Pácua & Via Sat, Discórdia e A Flor de um novo Reggae
Participações de União dos Capoeiras Leão do Norte, Recife City Breaks, Tiger e Charles Teony

Sábado Mangue

Sábado Mangue
Sábado (20/09/2008) 21h
Pátio de São Pedro (Centro)
Preço: grátis - Info: n/d
21h – Lucinha Guerra
22h – A Zabumba
23h – Geraldo Maia e Banda