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Cobertura: Eliminatórias Microfonia 2008 - Primeiro dia

“Vocês vão ter que me engolirâ€. “Os incomodados que se mudemâ€. “Daqui eu não saio, daqui ninguém me tiraâ€. Todas as máximas anteriores servem de ilustração para Johnny Hooker, tri-selecionado do Microfonia. E, o que é pior, de forma mais do que merecida.

Se tem alguém que soube usar o Microfonia para sedimentar seu nome na “cena†(existe isso?) pernambucana este alguém atende pelo nome de Johnny Hooker. E nem adianta vir com choradeira: sua nova banda, a Candeias Rock City, é boa pacas. Uma pena que Johnny nunca dê seqüência aos projetos que cria. Mas aí já é outra história.

Voltando ao evento em si: apesar de extremamente mal divulgado, as coisas até que correram bem no primeiro dia de eliminatórias. O Uk Pub acabou se revelando uma escolha acertada, o público compareceu e as bandas, em sua maioria, deram conta do recado. E, sinal dos tempos, o Microfonia deixou de ser coisa de iniciante. Tinha muito veterano participando: Gleisson Jones (Rádio de Outono), Fernando (Volver), Ênio (Mellotrons). Sem falar do tri-merecido selecionado Hooker.

Aos shows: Banda nova formada por velhos de guerra do rock local, o Javacafé apresentou um bom pop retrô que acabou sendo bastante prejudicado pela falta de qualidade vocal de Jeff Clause. O nível subia consideravelmente quando sua voz era coberta pelos vocais de Gleisson Jones (bateria) e Fernando (baixo). O trio, que opta pela simplicidade da combinação guitarra/baixo/bateria, se garante legal na parte instrumental, mas dá umas escorregadas feias quando canta.

Já o The Haze fez um show redondinho, mesclando pop com uma pegada punk. Se sua fórmula não apresenta nada de novo, por outro lado eles mostram muita competência no que fazem. E, importante, não inventam, enrolam ou embromam. Mesmo ao ousar uma versão aceleradinha para “Enjoy The Silenceâ€, do Depeche Mode, não soa forçado. Ao contrário: foi tocado com uma naturalidade que chegou até a ofender os mais conservadores. Bela apresentação.

Outra bom show foi o da Gandharva, banda que aposta nas guitarras calculadamente distorcidas que caracterizaram o final dos anos 90, daí ser tão nítida a sua principal influência, o Queens of The Stone Age, e o cover correto que fizeram para “The Lost Art Of Keeping a Secretâ€. Trata-se de uma banda com potencial a ser explorado, e que, independente do resultado do Microfonia, tem tudo para vingar.

O La Garantia foi a grande incógnita da noite. Ao começar o show, bateu a sensação de “mais uma banda que acha que o Recife é a Manchester do início dos anos 80â€. No final, deixou a impressão de flertar com o rockabilly. E, no meio, mandou um cover muito bem executado de “Paisagem da Janelaâ€, de Beto Guedes. Pareceu sem identidade, embora visivelmente promissor.

Na boa, Johnny Hooker é um artista. No que a palavra carrega de bom e de ruim. Mascarado, canastrão, exibicionista. E, mais legal de tudo, ele tem absoluta consciência disso. E a Candeias Rock City é sensacional. Farofa pura, rock ambíguo, metal posudo, solos de guitarra fantásticos, banda incrivelmente ensaiada. E Johnny soltando os “Obrigado, bando de filho-da-puta†da vida. Crianças, podem chorar. Já é finalista…

A banda mais madura e coesa da noite foi a Seufulô e a Fuleragem. O problema é que destoou demais de todas as outras. Fazem uma espécie de blues com sotaques brasileiros, tudo com muito esmero e extremo profissionalismo. O vocalista deu um banho de performance comparado com demais. Dava pra sacar que era gente já tarimbada, escolada. Macaco velho mesmo. Mas ficou perdido em meio as tantas “guitar bands†que surgiram antes e depois. Uma pena…

A puberdade é uma fase inglória mesmo. Que o diga o vocalista da Caravana do Delírio. Tão, mas tão, mas tão, mas tão, mas tão, mas tão, mas tão desafinado que só os hormônios da adolescência mesmo para justificar. Tudo bem assassinar “Eu Me Amoâ€, do Ultraje, pois o próprio Roger está longe de ser vocalista. O problema é sentir que a banda estava afundando seu repertório autoral mesmo. Um dia (espero que seja logo) eles ainda vão rir muito da noite de ontem no Uk Pub. Até lá, infelizmente, ela parecerá um interminável pesadelo. Relaxem e deixem o tempo passar. A adolescência é a pior fase da vida de qualquer um. Não seria diferente com vocês…

O ótimo Love Toys fechou a noite com uma bela histeria a la White Stripes e The Hives. Formada por uma molecada cheia de vontade e literalmente pulsando rock nas veias, a banda foi responsável, ao lado do Candeias Rock City, pelos melhores momentos do primeiro dia das eliminatórias. Arrisco-me a dizer que cravaram uma vaga na final.

E, no final das contas, o Microfonia já cumpriu bem o seu papel: o de dar visibilidade a novos nomes do cenário pernambucano. Que venha a segunda noite…

Mukeka di Rato no Recife

A banda capixaba de hardcore Mukeka di Rato, um dos destaques da última edição do Abril pro Rock, se apresenta no Recife no dia 31 de outubro. O show será no Armazém 14, e contará com abertura das bandas pernambucanas Nose Tail, Nark, Risko hc, Sr. Picocal, Skina 3A, Alexandria e Revolta Civil. O evento começa às 21h. Os ingressos custam 10 reais e estão sendo vendidos na Bob Nick do Shopping Recife, Disco de Ouro e Carol Esportes (mini-shopping de Areias).

Tapa na Orelha: Eu também vou reclamar

Todo ano de Microfonia é a mesma chiadeira: “minha banda não entrou porque há um complô, porque existe penelinha, porque há um pacto entre jornalistas, produtores, Deus e o Diabo para prejudicar o que realmente é bom, ou seja, minha bandaâ€.

Como diria Raulzito, “eu também vou reclamarâ€. De tudo e de todos. Se eu hoje não trabalho no Washington Post é porque existe favorecimento. A editoria do jornal só separa currículo de amigos, o que gera uma panelinha braba naquele jornal, que não sabe reconhecer um talento verdadeiro, ou seja, o meu. Limitado? Eu? Que nada! Possuo o melhor texto do Recife, do Nordeste, do Brasil, da América Latina e do Mundo. Mas o Mundo não reconhece, uma vez que não me dá espaço para mostrá-lo. Existe um verdadeiro complô contra minha pessoa, formado por editores, donos de jornais e revistas que preferem selecionar o trabalho de gente muito menos competente do que eu.

O que farei para mudar isso? Nada. Continuarei reclamando aqui a cada dois anos, expressando minha opinião nos poucos locais que me dão espaço para falar a “verdadeâ€. Para denunciar esses editores comprados, as iniciativas públicas e privadas que não dão apoio a um raro e verdadeiro talento como o meu. Permanecerei descendo a lenha em quem é selecionado e contratado, mesmo sem conhecer o trabalho deles. Afinal, nenhum deles deve chegar aos meus pés.

Sou um eterno injustiçado. Não consigo trabalhar em lugar nenhum. Ninguém seleciona meu currículo para nada. Meu texto é perfeito, minha carga de leitura é absurda, minhas entrevistas são inteligentes, meu sarcasmo beira a genialidade, minhas coberturas são abrangentes, dando voz a todos os ângulos possíveis e imagináveis que envolvem um único aspecto. Ouço sempre o outro lado, sou pluralista, justo, correto, de competência indubitável. Sou foda! 

Por que ainda estou no Recife? Por que só escrevo no RecifeRock!? Por que a Rolling Stone, a NME, a Mojo e todas as revistas musicais do planeta não se curvam aos meus pés?. Ou melhor, nem vou tão longe: por que diabos a Folha de Pernambuco, o Diário de Pernambuco, o Jornal do Commercio e até mesmo o Aqui não me oferecem uma vaga? Afinal, a galera que trabalha nesses jornais não pode ser melhor ou tão competente quanto eu. Pode? Nem fudendo! São todos favorecidos, amiguinhos dos editores, fazem parte de uma panelinha do jornalismo pernambucano, bla, bla, bla…

Cobertura: Devotos no Alto José do Pinho - Gravação do CD e DVD ao vivo

Gravação de cd ao vivo e de dvd costuma ser um show diferente do habitual, mais técnico e mecânico, pois a intenção é gerar um produto perfeito, sem falhas. Mas, quando se trata da gravação do cd e do dvd de comemoração dos vinte anos de carreira do Devotos, a emoção acaba dando a tônica de todo o processo. Ainda que músicas precisem ser gravadas mais de uma vez; que os problemas comecem logo na primeira música; que toda a parafernália tecnológica esteja a serviço de uma gravação burocrática tal e qual um programa de TV, foi difícil não se emocionar ontem no Alto José do Pinho.

Câmeras não faltaram. Ao contrário, até assustava o número delas. Uma grua à direita do palco, pessoas de produtoras de TV, de programas independentes, gente da MTV, dos jornais. E de Natal, Maceió, João Pessoa, Caruaru. E do Jordão, Mustardinha, Curado. Pessoas que vieram de longe porque sabiam que o momento era especial.

Um sujeito muito bem vestido, camisa por dentro da calça, me vê com a camisa do Devotos e pergunta se eu faço parte da produção da banda. Respondo que não, que sou apenas um fã. E ele explica: “eu acabei de chegar de João Pessoa. Larguei do trabalho agora, por isso estou vestido assim. Sou fã do Devotos há mais de dez anos, e não perderia este show por nadaâ€. Além de fãs antigos como ele, muita gente nova, muita criança no colo dos pais, coisa realmente bonita de se ver. O clima era esse.

Alto José do Pinho lotado, a banda sobe ao palco e Cannibal confessa no microfone: “galera, eu nunca estive tão nervoso na minha vida.†E emenda com o grito:â€Tudo que eu queria não podia terminarâ€. “Dia Morto†acabava de ser executada para abertura do show, e veio o primeiro problema. Cannibal de novo ao microfone: “Deixa eu contar uma história. O pessoal da técnica insistiu para que arranjássemos uma bateria nova para o show de vinte anos da banda. E o pedal da bateria acabou de quebrar. Antes tivesse ficado com a velhinha mesmoâ€. Ninguém segurou o riso. Alguns minutos de ajustes, e “Dia Morto†é tocada novamente, agora com mais raiva ainda. Emendam com “Nós Faremos que Você Nunca Esqueça†e “Caso de Amor e Ódioâ€. A roda comia solta na frente do palco. A grua registrava toda a reação do público, e cada presente parecia saber que estava fazendo parte de um momento histórico.

Aí Cannibal diz que vai chamar um amigo especial. Antes de anunciar quem é o tal amigo especial, Lirinha entra, com seu timing único, vestindo uma camisa do Náutico Vermelha e Branca. Juntos, cantam “Dança das Almasâ€, canção que encerra o último cd da banda, “Flores Com Espinhos para o Reiâ€. E aí veio a surpresa mais bacana da noite: atacaram com uma versão furiosa de “A Matadeiraâ€, que ficou excepcional tocada pelo trio e com os vocais de Cannibal e Lirinha. Sem contar que o Alto quase veio abaixo. Lindo!

Adilson Ronrona (agora um respeitado senhor casado), entrou de pijama para cantar “Sociedade Alternativaâ€, e o Devotos devolveu a homenagem tocando o clássico mor do Matalanamão, “Mim Daiâ€.

Durante “Mas Eu Insistoâ€, a banda sai do palco e abre espaço para o Afoxé Ilê de Egbá tocar tambores e fazer evoluções. Depois a banda retorna para a explosão do peso do hardcore com o batuque do afoxé. Após o término do  show, a música precisou ser repetida por problemas técnicos na gravação.

E vieram “Eu Tenho Pressa†(que também precisou ser repetida), “Tem de Tudoâ€, “Faz Parte do Cotidianoâ€. Eis que Clemente, dos Inocentes, é chamado ao palco. Toca e canta “Alien†junto com a banda. Diz que compôs a próxima canção na época do Plano Cruzado (a maioria presente nem era nascida nessa época), e manda uma bela versão de “Pátria Amadaâ€.

E surge imponente “Punk Rock Hardcore Alto José do Pinhoâ€, porrada que tantas vezes me deixou sem voz e sem fôlego nas rodas-de-pogo da vida. E, para felicidade geral do Alto José do Pinho, “Punk Rock…†também precisou ser tocada novamente.

Pelo que se viu do show, do esmero de todo o pessoal da técnica e da banda, o CD e DVD têm tudo para ficar lindo. Gravado no local certo, por gente que sempre acreditou que “a revolta pode ser de pazâ€.

Danem-se a suposta e mitológica imparcialidade e a educação formal. Não dá para terminar este texto de outra forma: Parabéns, Cannibal, Neilton e Celo. Vocês são do caralho!

Cobertura: No Ar: Coquetel Molotov - Segundo dia

O texto sobre os shows das bandas da sala Cine-Pe será escrito por Breno Mendonça, e estará no ar em breve aqui.

 

Segundo dia de festival e novamente tudo correu tranqüilo, não fosse um pequeno detalhe: os suecos do Club 8 demoraram um bocado para começar seu show na sala Cine PE, o que irritou um pouco o público e fez com que sua apresentação (muito boa, por sinal) ocorresse quase que simultaneamente à de Catarina. Como as leis da física ainda não permitem a ninguém estar em dois lugares ao mesmo tempo, acabou se dando mal quem optou pelo confuso show de Catarina.

No mais, tudo perfeito. Som funcionando bem, iluminação linda e público disposto a conhecer coisas novas. Aliás, era o primeiro festival de muita gente ali, devido ao alto número de adolescentes que mal pareciam saídos dos quinze anos. Talvez seja o fenômeno Mallu Magalhães. Aliás, vale a pena gastar algumas linhas com ela.

Mallu é uma criança (basta conversar um pouco com ela para se convencer disto) que vem sendo engolida pelo showbizz. E só resta torcer para que essa mudança abrupta em sua vida não prejudique sua saúde e sua personalidade. Porque não dá para passar incólume por tamanho turbilhão em espaço tão curto de tempo. Na verdade, acho bastante injusto criticar alguém de 16 anos que até pouquíssimo tempo tocava no quarto de sua casa e de uma hora pra outra foi alçada a condição de nova grande descoberta da música brasileira. É complicado porque estamos diante de um talento que ainda precisa ser bastante lapidado. E, por outro lado e ao mesmo tempo, boa parte da graça reside justamente nessa falta de lapidação, em sua espontaneidade “bruta†que destoa de toda a classe artística já calejada e veterana na cínica dança da indústria do entretenimento. Não deve ser fácil, da noite para o dia, passar da condição de fã para parceira de seus ídolos. O choro dela abraçada com Marcelo Camelo no palco ilustrava claramente isso. Ela talvez ainda esteja na fase de achar que tudo não passa de um sonho, e o medo de acordar deve ser grande. Deixemos então a menina crescer para mostrar ao que realmente veio. Por enquanto, o que ela já fez está de muito bom tamanho.

Catarina de Jah, segundo release, é olindense, tem 28 anos, é DJ e agora cantora. É preciso enfatizar bem este AGORA. Ela faz uma mistura confusa de ritmos latinos e regionais tentando dialogar com uma certa contemporaneidade. É insegura no palco, e não resite às provocações da platéia. Ao ouvir “Toca Ana Juliaâ€, devolve com um “Eu não sei tocar Los Hermanos, não!â€, sem esconder uma certa irritação. Ao tentar soar engraçadinha, pede desculpas ao público em nome de suas dançarinas – que, obviamente, não devem existir -, e diz que elas estavam com medo de encarar a platéia indie do festival. “Elas juraram que foi um problema com o mega-hairâ€. E, querendo ironizar o público presente, tratou de brindá-lo com piadas intraduzíveis. “Outra síndrome do verão é a síndrome de Mario de Andradeâ€. Silêncio mortalâ€. “Ri, minha genteâ€. E, finalmente, rimos por ela aceitar sua derrota como humorista. Talvez fosse melhor colocá-la na Sala Cine-PE. Ficou evidente que o AGORA cantora é bem AGORA mesmo. É preciso dar mais tempo a ela.

Algumas fontes bem confiáveis garantiram que o violinista Owen Pallett, do Final Fantasy, nada tem a ver com o Arcade Fire. Que apenas teria feito uma breve colaboração com o grupo canadense, mas que não seria, como foi vendido ao público, o “violinista do Arcade Fireâ€. Não consegui tirar a dúvida nem com ele nem com a produção do Coquetel Molotov. Falha grave minha, reconheço. Fica aqui o espaço aberto para a produção do festival esclarecer minha incerteza. De qualquer forma, o show dele foi bem bonito, transitando no limite da fronteira entre o golpe e a genialidade. Ele toca por cima de bases pré-gravadas, o que dá a errônea impressão de que qualquer um poderia fazer o mesmo. Mas quando seu violino fica em primeiro plano, constatamos que estamos diante de um músico de outro planeta, dono de um talento incomensurável. E, o mais bacana, foi aplaudido de pé ao final de seu show intimista, ousado e que funcionou às mil maravilhas num teatro. Só que desconfio que boa parte deste entusiasmo todo foi creditada ao seu “vínculo†com o Arcade Fire.

Criança ou não, Mallu Magalhães já superou a esfera virtual e hoje é uma artista de verdade para o público. Foi muito tietada nos bastidores, distribuiu autógrafos, tirou fotos com fãs, dividiu as atenções no backstage com Marcelo Camelo. Seu show foi extremamente competente. Ela não vacilou um só minuto (temi que ela não segurasse a onda ontem), e, em seu jeito atabalhoado e fofo (perdão, a palavra é essa mesmo), tirou, sabe-se lá de onde, a seguinte frase: “eu queria chamar ao palco dois bancos e o Marcelo Cameloâ€. E a histeria estava novamente armada. Juntos, cantaram “Jantaâ€, acompanhada pelo público como se fora do repertório do Los Hermanos. Desta vez, Mallu conseguiu conter um pouco a emoção, e não desabou como no dia anterior. No mais, ainda é muito cedo para dizer qualquer coisa sobre Mallu. É uma menina de 16 anos dona de um talento e carisma inquestionáveis. O tempo se encarregará de dizer qual será o lugar dela quando crescer e não tiver mais lição de casa para fazer.

Não há muito para falar sobre o show do sueco Peter Bjorn And John. Trata-se de um trio competente, de boa pegada roqueira e que possui um belo show. Boa parte do público já havia ido embora quando eles entraram em cena, e a parte que ficou os recebeu muito bem. Deixaram o hit “Young Folks†para a parte final de sua apresentação, e ainda voltaram, entusiasmados, para um longo bis. Belo show, mas, no fim das contas, o que vai ficar na memória do público nesta edição do No Ar: Coquetel Molotov são as apresentações de Marcelo Camelo e de Mallu Magalhães. E com toda justiça.