Após quase dois anos e meio sem dar o ar da graça em Pernambuco, voltou a tocar, no palco do Armazém 14 no domingo (25), uma banda totalmente desconectada - não dos instrumentos, mas de tudo que se entende ser uma banda. Eis que o Shaman retorna a casa. Isso porque foi no Recife que, há cerca de sete anos, estreou a nova banda do André Matos e de ex-integrantes do Angra.
A tentativa de retomar as atividades da banda não tem rendido lá essas coisas. Com a saída de André Matos e dos outros músicos, a proposta da banda deixou de ser a apresentação de um trabalho original para se transformar numa cópia mais do que mal elaborada dos bons tempos de Shaman. Se com o lançamento do álbum “Immortal” a intenção era não “perder a cara mística” de outrora, a nova formação terminou conseguindo deixar mais do que claro que o verdadeiro Shaman não apenas morreu, mas consolidou a sua inexistência.
A banda local Caravellus abriu a noite. Em seguida, o público seria prestigiado com o Terra Prima, mas, com o atraso de três horas na passagem de som devido a problemas no ajuste dos equipamentos da atração principal da noite, a banda recifense se atrasou e foi a última a tocar, fazendo show para apenas trinta “sobreviventes” no final da noite .
De volta ao Shaman: No palco, os músicos entraram ao som da música instrumental “Renovatti”, primeira faixa do novo CD, num clima de companherismo forçado e entrosamento zero. Os fãs receberam os músicos educadamente, mas não houve euforia. Principalmente aos 15 minutos de show quando entrou o primeiro “cover” - a música “Turn Away”. Não só ela, como as cinco músicas dos álbuns anteriores que foram tocadas mais pareceram covers do que um trabalho do que ainda se chama “Shaman”.
De Shaman mesmo, só constava o Confessori, que também não é mais o mesmo. Não por causa do novo corte de cabelo, e sim pela performance dispersa e erros grosseiros que vem cometendo no palco. O novo vocalista, Thiago Bianchi (ex-Karma), mal sabia as letras das composições antigas e, entre uma enrolação e outra, levou o público na conversa com agudos bruscos e suas famosas dancinhas improvisadas.
Mas ainda não foi a dancinha do Bianchi o que surpreendeu. No fim do show que começou contabilizando cerca de 200 pessoas e que no decorrer dele podia-se contar pouco mais de 100, a banda não errou ao encerrar sua apresentação tocando um dos maiores sucessos do Angra, “Carry on”. Tocada em tom diferente da versão original, a canção não foi a única a compor a bem sucedida tentativa da banda de agradar o público. “Nothing to say” também integrou o repertório, assim como “Aces high”, do Iron Maiden. E, apesar delas demonstrarem o amadorismo do conjunto, também foram bem recebidas.
DOMINGO (27.04) *
Abertura dos portões: 20h Helloween (Alemanha) - palco 1 Gamma Ray (Alemanha) - palco 1
* em breve
Local: Chevrolet Hall (Olinda)
Dias 11 e 12 de abril
R$ 50 inteira, R$ 25 meia-entrada. Ingresso social: R$ 30 + 1kg de alimento não perecível
Camarotes para 10 pessoas: R$ 800 (primeira fila), R$ 600 (segunda fila) e R$ 500 (terceira fila)
Dia 27 de abril
R$ 80 inteira, R$ 40 meia-entrada. Ingresso social: R$ 50 + 1kg de alimento não perecível
Camarotes para 10 pessoas: R$ 1500 (primeira fila), R$ 1000 (segunda fila) e R$ 800 (terceira fila)
* As primeiras 2 mil pessoas que comprarem ingressos para 2 ou 3 dias, juntos, ganham um CD promocional do Abril Pro Rock
* Censura: 14 anos. Menores, de 14 a 18 anos, devem estar acompanhados de parentes de até 3o grau, maiores de 18 anos.
Noite de hardcore no Armazém 14, situado ao lado do Marco Zero, onde Cristo estava sendo ressucitado na ‘Paixão de Cristo do Recife’, quase na mesma hora do show. Com um público renovado, cerca de 1.200 pessoas, entre jovens debutantes em shows da Dead Fish e seguidores da banda desde os primordios.
Perdi os primeiros shows, quando consegui entrar estava rolando a Tribo Suburbana. A banda é do Alto José do Pinho, apesar dos 10 anos, essa foi a primeira vez que vi eles tocando. O som é “Manguebeat” com hardcore, mas sem personalidade. Curiosa foi a participação de Rodrigo, vocalista do Dead Fish, numa versão de Da Lama ao Caos, onde ambos cantores não sabiam toda a letra da música.
Depois deles veio o show da Dillema, outra banda local, que faz um hardcore melódico na linha do Dead Fish. Não consegui entender a maioria das letras, mas a presença de palco e o instrumental não fez feio.
A noite contou também com a participação da Magüerbes, direto de Americana, interior de São Paulo. A banda fez um som pesado com um vocal bem agudo, bem diferente da som do album “Modelo de Prova“. O show empolgou a galera e esquentou para a atração principal da noite, a Dead Fish.
Dead Fish é agora um quarteto, mais cru e direto ao vivo. Philippe segurou bem a onda sozinho na guitarra, principalmente nas músicas antigas da banda.Após mais de uma hora e meia de show, moshes, gritos, muita roda de pogo e 28 músicas de todas as fases da banda.
O inicio do show foi insano com Zero e Um e seguindo por clássicos como Modificar, Linear, Mulheres Negras, Cidadão Padrão, A Cura e Proprietários do Terceiro Mundo, todas acompanhadas em coro pela platéia. Veio então a passagem burocrática e um tanto chata do show, com a execução de Venceremos, música inédita da banda que virá no CD novo ainda esse ano.Do novo cd, foram tocadas 3 músicas, a primeira tem o nome provisório de Fazendo Cocô ea outra: Pegboy. Eu gostei das músicas, esse novo disco parece ser mais cru, com a cara atual da banda ao vivo.
Em Didático, rolou uma briga na platéia, depois de mais uma invasão do palco, coisa que a banda tentou evitar desde o começo do show. Vale destacar também o bom trabalho da equipe da produção tentando evitar que os invasores de palco atrapalhassem o show. A participação de um cara em Iceberg também merece destaque, cantando a música Leão do Norte de Lenine (“Eu sou mameluco, sou de Casa Forte, sou de Pernambuco, sou Leão do Norte”).
A qualidade da banda é inquestionável, eles só evoluiram musicalmente ao longo de todos esses anos. Bem Vindo ao Clube, Afasia e Sonho Médio foram tocadas com perfeição, mas o show só voltou a pegar fogo com Tão Iguais, Escapando, Por paz, Senhor Seu Troco, Queda Livre e Urgência que encaminharam o final do show. Pra fechar Fragmentos de um Conflito iminente, onde rolou a maior roda da noite, e um dos maiores clássicos da banda: Molotov!
Rodrigo e seus companheiros conseguiram fazer um ótimo show e deixar o público cansado, quebrado e com um sorriso no rosto. Tirando o problema com os banheiros, o evento foi bem organizado, o som estava bom, a segurança também. Parabéns aos produtores do evento e bandas participantes.
Por Diego “Insane Tokmonkey“Albuquerque, colaborador do RecifeRock!
Banda que está há 14 anos na ativa, a Dead Fish, talvez o maior nome do hardcore nacional, faz show hoje à noite no Recife. A banda se apresenta no Armazém 14, junto com diversas outras bandas da cena local e a Mangüerbes de São Paulo. Nosso colaborador, Diego Alburquerque, entrevistou por e-mail o vocalista da Dead Fish, Rodrigo, que falou um pouco sobre a trajetória dele, a expectativa pro show de hoje e projetos futuros da Dead Fish.
Qual expectativa de estar de volta ao Recife?! Conhece alguma banda local de HC atual?! Sempre é bom tocar ai, o público é bem caloroso e receptivo.
Eu ainda ouço Devotos de vez em quando, mas ando bem desatualizado do hc dai de vocês, vai ser uma boa oportunidade pra ver coisas novas ai.
Conheci um pianista estes dias dai pela internet (Nota do Editor: O pianista Vítor Araújo), um gurizinho, molequinho mesmo, achei ele do caralho.
Vocês continuam escutando muito HC nacional underground?! Cite alguma das novas bandas que você acha ter destaque.
Escuto pouca coisa de Punk rock nacional ultimamente, o que escuto é o que sempre escutei como Noção de Nada, Mukeka di Rato, Street Bulldogs.
Como está a receptividade do “quarteto” nos shows?! Qual a principal diferença para a banda?! Têm sido bons os shows com esta formação, acho que está mais pesado e talvez mais rápido, tenho me divertido mais que antes. Não sei se o público tem sentido isso.
O que mudou do Rodrigo do Sirva-se e no Dead Fish pro atual?! As influências novas?! Porra, muita coisa mudou eu tinha 16 agora tenho 35, já deixei de acreditar em um monte de coisas, depois voltei a acreditar em algumas, ouvi muita coisa diferente nos últimos 14 anos, passei a ouvir coisas que nunca pensei que fosse ouvir, aprendi muita coisa na estrada e na vida, desaprendi outras… Acho que isso influencia no que escrevo.
Quais os projetos futuros da banda?! Existe algum trabalho a ser lançado? Estamos fazendo um cd novo que deve sair em Maio ou Junho, temos vários sons prontos, inclusive vamos tocar uns dois sons novos no show dai.
Este ano quero conhecer lugares que ainda não fomos tocando, tipo Porto Velho, Montevidéu ou o interior dai e do Ceará.
Mandem algum recado pra galera… Quem for ao show levem suas energias positivas pra uma festa divertida e barulhenta, espero que gostem. Muito obrigado Pernambuco!
Serviço:
Dead Fish no Recife
Quinta (20/03) 22h
Armazém 14 (Recife Antigo)
R$ 15,00 (na Disco de Ouro e Bob Nick) - Info: 3423.3345 / 9638.0787
Dead Fish (ES), Maguerbes (SP), Dillema, Bon Vivant, Pump, Tribo Suburbana, Hady e Allana
Entrevista concedida a Diego Albuquerque, colaborador do RecifeRock!
Após três anos, os cariocas do Ataque Periférico embarcam para sua segunda turnê pelo Nordeste do país. A tour de divulgação do segundo disco da banda “Caverão” já passou por 13 países, incluindo a Estônia, país no qual a banda foi a primeira brasileira a tocar.
O Ataque Periférico já é conhecido dos Pernambucanos. Eles tocaram por aqui em 2004 no PANOROCK. Agora a banda volta para um show no próximo sábado (dia 4 de agosto), no Bar do Reggae (bar próximo ao Novo Pina no Recife Antigo), junto com as bandas Revolta Civil, Rabujos, xDiscórdiax e Royal Kennebah. É sobre este show que Élder do Revolta Civil conversou com Valcimar, vocalista do Ataque.
Escute: Ataque Periférico - Acorde Malandro
Escute: Ataque Periférico - Cristão do Pó
Três anos após sua primeira vinda ao nordeste, conte-nos quais as melhores lembranças da turnê passada, e como surgiu esta nova oportunidade? Quais as diferenças daquela para esta tour?
Então, 3 anos se passaram e muita saudade do nordeste, Recife foi a cidade na qual tocamos para a maior quantidade de gente! E até hoje uma das cidades na qual agente recebe mais e-mails, cartas etc, Algumas bandas da cidade colocam como influencias suas o Ataque. Isso deixa agente mega feliz! A oportunidade surgiu desde sempre, pois a gente quis voltar. Além disto, a tour desse segundo disco tem passado por muitas cidades do Brasil, inclusive por 32 da Europa, deixar o Nordeste (inclusive Recife) de fora da divulgação do nosso segundo disco é um grande pecado! Gostaríamos que fosse uma turnê ainda mais extensa do que a de 2004, mais infelizmente podemos fazer somente 4 dias! Por isso voltar a 2 grandes cidades que nos acolheram maravilhosamente bem como: recife e natal. Inclusive, em Natal, iremos tocar no festival DOSOL 2007, organizado por Foca do bar DOSOL, na qual tocamos em 2004 também, isso meio que é um reconhecimento e os frutos colhidos na nossa primeira tour em 2004.
Sobre o show no Recife, confesso que das 4 datas é a que eu espero mais, pela quantidade de amigos e admiradores que temos na cidade!
Do primeiro disco, “Esperto que É Esperto Morre de Velho”, que abriu muitas portas para a banda, ao último lançado intitulado “Caverão”, alvo de divulgação desta turnê, é visível um amadurecimento técnico e criativo da banda. O que vocês tomam como influência atualmente, e como definir o som da banda em poucas palavras??
Sim, fato que o nosso segundo disco existe esse amadurecimento, creio que seja reflexo do nosso amadurecimento como ser humano, claro agente fica mais “exxxxperto” (risos) troca de integrantes e novas bandas incluídas no cast de bandas que andamos ouvindo reflete na musica que agente faz, assim como na musica de qualquer banda! mais a diferença grande mesmo, é a influencia que deixamos rolar da nossa cidade em nossa musica! a cidade, o samba, o funk, as ruas! a periferia (onde moramos) as guerras, o trafico de drogas! A gente deixou bem aberta essa lacuna para o estilo carioca influenciar nossa musica “grotesca”, evitar ser uma banda do rio de janeiro que parece mais uma de Nova York, da Califórnia ou de São Paulo, você ouvir, ver agente tocando e falar: é uma banda da nossa cidade em nossa musica! a cidade, o samba, o funk, as ruas! a periferia (onde moramos) as guerras, o trafico de drogas! É uma banda de hardcore (com suas variações) do RIO DE JANEIRO. Definir o som da banda? HC/thrash/Funk Carioca.
Quase que complementando o que já foi citado na pergunta anterior… Na terra do carnaval, praia e baile funk, nos termos do estereotipo “malandro” do carioca, o hardcore extremo tem força??? Descreva o que o estado tem produzido de destaque no meio underground, além do Jason, Confronto, e vocês (ambos já visitaram Recife), e se há uma peculiaridade do hardcore carioca.
O Rio de Janeiro tem bastante banda boa que vocês irão muito ouvir falar, e destaco algumas como: Liberpênsulo que faz a linha mais metalcore do gênero; o Norte Cartel, que tem ex-integrantes da banda Solstício, outra banda que ta se despontando na cidade com bastantes shows fora do estado; o Halé também é outra que se destaca na cidade, inclusive prometendo invadir o nordeste ainda esse ano! Mas a cena do Rio de Janeiro acontece tudo que uma cena tem! Desde muitas bandas tocando muita gente reclamando, gente se dizendo “anti-panela” mais são os que mais fazem, além de bons shows rolando pela cidade! Resumindo a cidade está boa pra quem faz correria direitinho, sem esperar de ninguém! Segue algumas outras bandas tocando pela cidade: Colegial, Crime Passional, Alarme, Bandanas Revenge, Zach Ewform, SMH, Fokismo, xvivenciarx… putz se eu for fala todas vou perder um bom tempo por aqui. Ah não posso esquecer do UZOMI (que é quase um patrimonio thrash/crossover da cidade). O Itsari que também é aclamadissima pela mídia especializada, puxando mais pro metal tem o Agory, e o Horrificia (que parte em tour pela america do sul). Aqui acontece muita coisa e é bem legal, procurem mp3´s.
Voltando ao tema, disco novo… Quando e como foi a produção do albúm “Caverão”, segundo disco da banda, e quais os selos envolvidos na sua distribuição? Explique o por que da escolha do nome “Caverão”, e qual sua opinião sobre a atual situação da “Cidade Maravilhosa” com as forças armadas na esquina da sua casa.
A produção desse segundo disco foi meio que como o primeiro; começamos a fazer ele no meio da divulgação do primeiro, daí terminamos quando tínhamos gravação marcada. Decidimos que seria um disco mais temático, que todos os assuntos circulassem pela periferia do rio de janeiro. Decidimos mostrar o Rio de Janeiro de verdade; as ruas, as pessoas, os costumes, as gírias, os acontecimentos, o jeito de viver e sobreviver numa cidade dominada e sitiada pelo trafico de drogas, e pela guerra civil travestida. Você sabia que a única cidade no MUNDO, que não está em guerra declarada, é natural você ver a noite tiroteios intermináveis e balas traçantes cortando o céu da cidade? Então essa é nossa cidade! Mais uma cidade que, além de todo esse panorama, consegue uma das mais alegres e gostosa de se viver (acredite se quiser). O carioca, assim como o pernambuco, não hesita em bater no peito e falar: SOU CARIOCA CARALHO! O nome do disco, é também titulo de nossas músicas, achamos por bem batizar o disco com o mesmo nome! Fizemos a música para falar sobre o carro blindado da policia do RJ, quando fizemos há uns 2 anos atrás ninguém fora do eixo-suburbio do rio, nem imaginava do que se travava. Hoje todo mundo sabe o que é, normal! Tudo que acontece no Rio vira noticia! Sabemos muito bem que outras capitais brasileiras são muito violentas! Recife por exemplo tem um grande índice de homicídios e assaltos a pedestres, encabeçando a lista! No rio o lance da guerra do trafico figura a nossa estatística! Enfim, a idéia da banda é isso! Ser uma banda de hardcore CARIOCA! Ser nós mesmos! Quanto aos selos envolvidos na divulgação, esse disco ficou a cargo do selo carioca (antdiscos) do nosso amigo djames (um amigo que sempre deu muita força pra banda), Laja Rekords (do bastardo Mozine) quem não conhece esse figura e as bandas que ele toca e lança? E o selo norte americano, que segundo as más línguas é o mais importante selo mundial do gênero! A gente ficou muito feliz por essa trinca! E a distribuição do mesmo está sendo excelente. A gente ta tendo que pegar mais discos com os selos pois os nossos já se foram há muito tempo! Talvez role uma reprensagem! Não sei! Vamos ver, mas a gente começa mesmo a pensar em um disco novo, creio que a tour do disco “Caverão” vá ate o fim do ano. Depois agente pára, descansa compõe, grava…aquela coisa gostosa!
O Ataque Periférico, ainda no ano passado, fez uma mega-turnê pela Europa com 32 shows (citação da primeira resposta sua). Qual a recepção do velho continente frente a uma banda brasileira, que não seja Sepultura e Ratos de Porão. O que o Brasil precisa aprender com eles?
Então em 2006 fomos pra Europa pra fazer 37 e fizemos 32, sofremos um acidente na França..(chique né?). A turnê européia foi o ponta pé inicial da divulgação do nosso disco, e a recepção dos europeus foi a melhor possível. Eles admiram muito o hardcore brasileiro! E sem contar que as bandas brasucas chegam lá e detonam, nós brasileiros temos um jeito diferentes que eles piram, e o Ratos de Porão é aclamadissimo por lá! Então as pessoas iam já sabendo que era mais uma banda brasileira, não se decepcionavam! O que precisamos aprender com eles é o fato do underground de lá ser muuuuito bem estruturado e organizado! Lá você faz shows todos os dias, tem gente pra vê o show, o som é de primeira, SEMPRE tem cachê, rango, cerveja e lugar pra dormir. Isso é a grande diferença do hardcore.
É verdade que você, Valcimar, tem sangue de pernambucano, e por isso esta relação tão estreita com o Nordeste, e Pernambuco em especial? O que você conhece daqui, tanto do nosso underground quanto da nossa cultura em geral?
Rapá, digamos que sou metade carioca metade pernambucano. Meus pais são daí de Pernambuco, e mais precisamente do sertão! É fato que a cultura popular dessa região é a mais rica do pais! E eu me orgulho muito dessa minha origem! Quanto ao underground nordestino e pernambucano! gosto muito do que é feito por vocês, muitas bandas boas que mereciam, de fato, mais destaque no eixo-sul/sudeste. O Facada(CE), por exemplo, desceu um tempo desses pro sudeste. Bandas como: Revolta Civil e Rabujos de Recife merecem há um tempo descer também, além de bandas como Catarro de Mossoró!
Vai ser bom essa nova turnê pra conhecer outras bandas que não conheci em 2004, o xDiscórdiax é uma que eu quero ver! Quanto a região metropolitana de Recife, exijo que Élder me leve ao Alto da Sé em Olinda pra comer uma tapioca! E conhecer ainda mais pessoas do Recife. E estamos muito ansiosos pra esse show em Recife, voltar a recife e tocar no Recife antigo é d+! Quero ver todos lá, lotando o pico do show! é noisssss!
Enfim… após este bom papo furado, deixa tua mensagem livre para os leitores do RecifeRock. Agradeço a atenção prestada na entrevista, e toda sorte do mundo nesta nova turnê do Ataque Periférico pelo Nordeste.
Ae leitores, será um prazer voltar a recife! tocar nessa cidade foda pra caralho! voltar ao nordeste, rever muitos amigos e tocar pra vocês! Obrigado ao Reciferock pelo espaço, e ao Élder pela matéria, entrevista, pela força e pela amizade!
Serviço: Ataque Periférico no Recife
Quando ? 04/08/2007 (Sábado) às 21h
Onde ? Bar do Reggae (bar próximo ao Novo Pina no Recife Antigo)
Quem ? Ataque Periférico (RJ), Revolta Civil, Rabujos, xDiscórdiax e Royal Kennebah
Quanto ? R$ 5,00