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Entrevista Dead Fish: “Dead Fish está Mais Pesado e mais Rápido!”

Dead FIsh

Banda que está há 14 anos na ativa, a Dead Fish, talvez o maior nome do hardcore nacional, faz show hoje à noite no Recife. A banda se apresenta no Armazém 14, junto com diversas outras bandas da cena local e a Mangüerbes de São Paulo. Nosso colaborador, Diego Alburquerque, entrevistou por e-mail o vocalista da Dead Fish, Rodrigo, que falou um pouco sobre a trajetória dele, a expectativa pro show de hoje e projetos futuros da Dead Fish.

Qual expectativa de estar de volta ao Recife?! Conhece alguma banda local de HC atual?!
Sempre é bom tocar ai, o público é bem caloroso e receptivo.
Eu ainda ouço Devotos de vez em quando, mas ando bem desatualizado do hc dai de vocês, vai ser uma boa oportunidade pra ver coisas novas ai.
Conheci um pianista estes dias dai pela internet (Nota do Editor: O pianista Vítor Araújo), um gurizinho, molequinho mesmo, achei ele do caralho.

Vocês continuam escutando muito HC nacional underground?! Cite alguma das novas bandas que você acha ter destaque.
Escuto pouca coisa de Punk rock nacional ultimamente, o que escuto é o que sempre escutei como Noção de Nada, Mukeka di Rato, Street Bulldogs.

Como está a receptividade do “quarteto” nos shows?! Qual a principal diferença para a banda?!
Têm sido bons os shows com esta formação, acho que está mais pesado e talvez mais rápido, tenho me divertido mais que antes. Não sei se o público tem sentido isso.

O que mudou do Rodrigo do Sirva-se e no Dead Fish pro atual?! As influências novas?!
Porra, muita coisa mudou eu tinha 16 agora tenho 35, já deixei de acreditar em um monte de coisas, depois voltei a acreditar em algumas, ouvi muita coisa diferente nos últimos 14 anos, passei a ouvir coisas que nunca pensei que fosse ouvir, aprendi muita coisa na estrada e na vida, desaprendi outras… Acho que isso influencia no que escrevo.

Quais os projetos futuros da banda?! Existe algum trabalho a ser lançado?
Estamos fazendo um cd novo que deve sair em Maio ou Junho, temos vários sons prontos, inclusive vamos tocar uns dois sons novos no show dai.
Este ano quero conhecer lugares que ainda não fomos tocando, tipo Porto Velho, Montevidéu ou o interior dai e do Ceará.

Mandem algum recado pra galera…
Quem for ao show levem suas energias positivas pra uma festa divertida e barulhenta, espero que gostem. Muito obrigado Pernambuco!

Serviço:
Dead Fish no Recife

Quinta (20/03) 22h
Armazém 14 (Recife Antigo)
R$ 15,00 (na Disco de Ouro e Bob Nick) - Info: 3423.3345 / 9638.0787
Dead Fish
(ES), Maguerbes (SP), Dillema, Bon Vivant, Pump, Tribo Suburbana, Hady e Allana

Dead Fish

Entrevista concedida a Diego Albuquerque, colaborador do RecifeRock!

Entrevista Ataque Periférico: “HC / Thrash / Funk Carioca”

Ataque Periférico (foto de divulgação)

Após três anos, os cariocas do Ataque Periférico embarcam para sua segunda turnê pelo Nordeste do país. A tour de divulgação do segundo disco da banda “Caverão” já passou por 13 países, incluindo a Estônia, país no qual a banda foi a primeira brasileira a tocar.
O Ataque Periférico já é conhecido dos Pernambucanos. Eles tocaram por aqui em 2004 no PANOROCK. Agora a banda volta para um show no próximo sábado (dia 4 de agosto), no Bar do Reggae (bar próximo ao Novo Pina no Recife Antigo), junto com as bandas Revolta Civil, Rabujos, xDiscórdiax e Royal Kennebah. É sobre este show que Élder do Revolta Civil conversou com Valcimar, vocalista do Ataque.

Escute: Ataque Periférico - Acorde Malandro

Escute: Ataque Periférico - Cristão do Pó

Três anos após sua primeira vinda ao nordeste, conte-nos quais as melhores lembranças da turnê passada, e como surgiu esta nova oportunidade? Quais as diferenças daquela para esta tour?
Então, 3 anos se passaram e muita saudade do nordeste, Recife foi a cidade na qual tocamos para a maior quantidade de gente! E até hoje uma das cidades na qual agente recebe mais e-mails, cartas etc, Algumas bandas da cidade colocam como influencias suas o Ataque. Isso deixa agente mega feliz! A oportunidade surgiu desde sempre, pois a gente quis voltar. Além disto, a tour desse segundo disco tem passado por muitas cidades do Brasil, inclusive por 32 da Europa, deixar o Nordeste (inclusive Recife) de fora da divulgação do nosso segundo disco é um grande pecado! Gostaríamos que fosse uma turnê ainda mais extensa do que a de 2004, mais infelizmente podemos fazer somente 4 dias! Por isso voltar a 2 grandes cidades que nos acolheram maravilhosamente bem como: recife e natal. Inclusive, em Natal, iremos tocar no festival DOSOL 2007, organizado por Foca do bar DOSOL, na qual tocamos em 2004 também, isso meio que é um reconhecimento e os frutos colhidos na nossa primeira tour em 2004.
Sobre o show no Recife, confesso que das 4 datas é a que eu espero mais, pela quantidade de amigos e admiradores que temos na cidade!

Do primeiro disco, “Esperto que É Esperto Morre de Velho”, que abriu muitas portas para a banda, ao último lançado intitulado “Caverão”, alvo de divulgação desta turnê, é visível um amadurecimento técnico e criativo da banda. O que vocês tomam como influência atualmente, e como definir o som da banda em poucas palavras??
Sim, fato que o  nosso segundo disco existe esse amadurecimento, creio que seja reflexo do nosso amadurecimento como ser humano, claro agente fica mais “exxxxperto” (risos) troca de integrantes e novas bandas incluídas no cast de bandas que andamos ouvindo reflete na musica que agente faz, assim como na musica de qualquer banda! mais a diferença grande mesmo, é a influencia que deixamos rolar da nossa cidade em nossa musica! a cidade, o samba, o funk, as ruas! a periferia (onde moramos) as guerras, o trafico de drogas! A gente deixou bem aberta essa lacuna para o estilo carioca influenciar nossa musica “grotesca”, evitar ser uma banda do rio de janeiro que parece mais uma de Nova York, da Califórnia ou de São Paulo, você ouvir, ver agente tocando e falar: é uma banda da nossa cidade em nossa musica! a cidade, o samba, o funk, as ruas! a periferia (onde moramos) as guerras, o trafico de drogas! É uma banda de hardcore (com suas variações) do RIO DE JANEIRO. Definir o som da banda? HC/thrash/Funk Carioca.

Quase que complementando o que já foi citado na pergunta anterior… Na terra do carnaval, praia e baile funk, nos termos do estereotipo “malandro” do carioca, o hardcore extremo tem força??? Descreva o que o estado tem produzido de destaque no meio underground, além do Jason, Confronto, e vocês (ambos já visitaram Recife), e se há uma peculiaridade do hardcore carioca.
O Rio de Janeiro tem bastante banda boa que vocês irão muito ouvir falar, e destaco algumas como: Liberpênsulo que faz a linha mais metalcore do gênero; o Norte Cartel, que tem ex-integrantes da banda Solstício, outra banda que ta se despontando na cidade com bastantes shows fora do estado; o Halé também é outra que se destaca na cidade, inclusive prometendo invadir o nordeste ainda esse ano! Mas a cena do Rio de Janeiro acontece tudo que uma cena tem! Desde muitas bandas tocando muita gente reclamando, gente se dizendo “anti-panela” mais são os que mais fazem, além de bons shows rolando pela cidade! Resumindo a cidade está boa pra quem faz correria direitinho, sem esperar de ninguém! Segue algumas outras bandas tocando pela cidade: Colegial, Crime Passional, Alarme, Bandanas Revenge, Zach Ewform, SMH, Fokismo, xvivenciarx… putz se eu for fala todas vou perder um bom tempo por aqui. Ah não posso esquecer do UZOMI (que é quase um patrimonio thrash/crossover da cidade). O Itsari que também é aclamadissima pela mídia especializada, puxando mais pro metal tem o Agory, e o Horrificia (que parte em tour pela america do sul). Aqui acontece muita coisa e é bem legal, procurem mp3´s.

Voltando ao tema, disco novo… Quando e como foi a produção do albúm “Caverão”, segundo disco da banda, e quais os selos envolvidos na sua distribuição? Explique o por que da escolha do nome “Caverão”, e qual sua opinião sobre a atual situação da “Cidade Maravilhosa” com as forças armadas na esquina da sua casa.
A produção desse segundo disco foi meio que como o primeiro; começamos a fazer ele no meio da divulgação do primeiro, daí terminamos quando tínhamos gravação marcada. Decidimos que seria um disco mais temático, que todos os assuntos circulassem pela periferia do rio de janeiro. Decidimos mostrar o Rio de Janeiro de verdade; as ruas, as pessoas, os costumes, as gírias, os acontecimentos, o jeito de viver e sobreviver numa cidade dominada e sitiada pelo trafico de drogas, e pela guerra civil travestida. Você sabia que a única cidade no MUNDO, que não está em guerra declarada, é natural você ver a noite tiroteios intermináveis e balas traçantes cortando o céu da cidade? Então essa é nossa cidade! Mais uma cidade que, além de todo esse panorama, consegue uma das mais alegres e gostosa de se viver (acredite se quiser). O carioca, assim como o pernambuco, não hesita em bater no peito e falar: SOU CARIOCA CARALHO! O nome do disco, é também titulo de nossas músicas, achamos por bem batizar o disco com o mesmo nome! Fizemos a música para falar sobre o carro blindado da policia do RJ, quando fizemos há uns 2 anos atrás ninguém fora do eixo-suburbio do rio, nem imaginava do que se travava. Hoje todo mundo sabe o que é, normal! Tudo que acontece no Rio vira noticia! Sabemos muito bem que outras capitais brasileiras são muito violentas! Recife por exemplo tem um grande índice de homicídios e assaltos a pedestres, encabeçando a lista! No rio o lance da guerra do trafico figura a nossa estatística! Enfim, a idéia da banda é isso! Ser uma banda de hardcore CARIOCA! Ser nós mesmos! Quanto aos selos envolvidos na divulgação, esse disco ficou a cargo do selo carioca (antdiscos) do nosso amigo djames (um amigo que sempre deu muita força pra banda), Laja Rekords (do bastardo Mozine) quem não conhece esse figura e as bandas que ele toca e lança? E o selo norte americano, que segundo as más línguas é o mais importante selo mundial do gênero! A gente ficou muito feliz por essa trinca! E a distribuição do mesmo está sendo excelente. A gente ta tendo que pegar mais discos com os selos pois os nossos já se foram há muito tempo! Talvez role uma reprensagem! Não sei! Vamos ver, mas a gente começa mesmo a pensar em um disco novo, creio que a tour do disco “Caverão” vá ate o fim do ano. Depois agente pára, descansa compõe, grava…aquela coisa gostosa!

O Ataque Periférico, ainda no ano passado, fez uma mega-turnê pela Europa com 32 shows (citação da primeira resposta sua). Qual a recepção do velho continente frente a uma banda brasileira, que não seja Sepultura e Ratos de Porão. O que o Brasil precisa aprender com eles?
Então em 2006 fomos pra Europa pra fazer 37 e fizemos 32, sofremos um acidente na França..(chique né?). A turnê européia foi o ponta pé inicial da divulgação do nosso disco, e a recepção dos europeus foi a melhor possível. Eles admiram muito o hardcore brasileiro! E sem contar que as bandas brasucas chegam lá e detonam, nós brasileiros temos um jeito diferentes que eles piram, e o Ratos de Porão é aclamadissimo por lá! Então as pessoas iam já sabendo que era mais uma banda brasileira, não se decepcionavam! O que precisamos aprender com eles é o fato do underground de lá ser muuuuito bem estruturado e organizado! Lá você faz shows todos os dias, tem gente pra vê o show, o som é de primeira, SEMPRE tem cachê, rango, cerveja e lugar pra dormir. Isso é a grande diferença do hardcore.

É verdade que você, Valcimar, tem sangue de pernambucano, e por isso esta relação tão estreita com o Nordeste, e Pernambuco em especial? O que você conhece daqui, tanto do nosso underground quanto da nossa cultura em geral?
Rapá, digamos que sou metade carioca metade pernambucano. Meus pais são daí de Pernambuco, e mais precisamente do sertão! É fato que a cultura popular dessa região é a mais rica do pais! E eu me orgulho muito dessa minha origem! Quanto ao underground nordestino e pernambucano! gosto muito do que é feito por vocês, muitas bandas boas que mereciam, de fato, mais destaque no eixo-sul/sudeste. O Facada(CE), por exemplo, desceu um tempo desses pro sudeste. Bandas como: Revolta Civil e Rabujos de Recife merecem há um tempo descer também, além de bandas como Catarro de Mossoró!
Vai ser bom essa nova turnê pra conhecer outras bandas que não conheci em 2004, o xDiscórdiax é uma que eu quero ver! Quanto a região metropolitana de Recife, exijo que Élder me leve ao Alto da Sé em Olinda pra comer uma tapioca! E conhecer ainda mais pessoas do Recife. E estamos muito ansiosos pra esse show em Recife, voltar a recife e tocar no Recife antigo é d+! Quero ver todos lá, lotando o pico do show! é noisssss!

Enfim… após este bom papo furado, deixa tua mensagem livre para os leitores do RecifeRock. Agradeço a atenção prestada na entrevista, e toda sorte do mundo nesta nova turnê do Ataque Periférico pelo Nordeste.
Ae leitores, será um prazer voltar a recife! tocar nessa cidade foda pra caralho! voltar ao nordeste, rever muitos amigos e tocar pra vocês! Obrigado ao Reciferock pelo espaço, e ao Élder pela matéria, entrevista, pela força e pela amizade!

links:
www.myspace.com/ataqueperiferico
www.fotolog.com/ataqueperiferico
www.reciferock.com.br/2004/09/07/panorock-2004-primeiro-dia

Serviço:
Ataque Periférico no Recife
Quando ? 04/08/2007 (Sábado) às 21h
Onde ? Bar do Reggae (bar próximo ao Novo Pina no Recife Antigo)
Quem ? Ataque Periférico (RJ), Revolta Civil, Rabujos, xDiscórdiax e Royal Kennebah
Quanto ? R$ 5,00

Mais uma atração do Festival No Ar Coquetel Molotov

Mais uma atração do Festival No Ar Coquetel Molotov

CIBELLE, NOUVELLE VAGUE, SUPERCORDAS, WADO – Estes são nomes que estão praticamente confirmados na quarta edição do festival No Ar Coquetel Molotov.

Agora, durante uma conversa pelo MSN, tive a informação que a banda paulista ELMA também está confirmada no festival.

Escute: Elma - Agente

Elma (foto de divulgação)

Pra quem não conhece a banda, no final do ano passado a Tramavirtual fez uma listinha com os melhores discos independentes nacionais de 2006 e o EP do Elma está lá. Saca o que o jornalista Leandro Carbonato (da equipe do Tramavirtual) falou a respeito:

“São apenas nove minutos, divididos em quatros faixas, todas instrumentais. Mas para que mais? Isso foi tudo que o Elma precisou para mostrar com brilhantismo que metal ainda pode ser inovador. Cinco integrantes com os braços afetados por ícones como Black Sabbath, Neurosis e Pelican se juntaram para fazer do Elma também uma referência. Como se não bastasse a qualidade das composições, o EP auto-intitulado, que acabou de ser lançado pelo selo Amplitude, teve a masterização de John Golden, responsável também por discos de bandas como Melvins e Sonic Youth. Metal pesado, cru, lento, sujo e, principalmente, inteligente.”

O festival No Ar Coquetel Molotov rola nos dias 14 e 15 de setembro no Teatro da UFPE. É só esperar pra ver.

Links:
http://www.myspace.com/hellma
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=16013

Por Cleyton Brito
Tárcio Fonseca colaborou

Ludov faz shows no Nordeste

Ludov (foto de divulgação por Caroline Bittencourt)

Foi necessário aparecer inúmeras vezes na MTV para uma banda de rock alternativo de São Paulo e com boa experiência de palco ultrapassar a fronteira de seu estado e se tornar conhecida em outras capitais do Brasil. De fato, ao ganhar um prêmio no Video Music Brasil e botar dois clipes na parada do Disk MTV, o Ludov deu um salto à sua carreira musical, iniciada há quatro anos atrás.

Formado em SP em 2003 por Vanessa Krongold (vocais e violão), Mauro Motoki (vocais e guitarra), Paulo “Chapolin” Rocha (bateria) e Habacuque Lima (baixo), o grupo já gravou o EP Dois a Rodar, em 2003, o CD O Exercício das Pequenas Coisas, em 2005 e em junho deste ano lançou o Disco Paralelo, cujo trabalho vem sendo bastante elogiado pela crítica musical nacional. Tome como exemplo os elogios que o grupo recebeu do Correio Braziliense e da Folha de S. Paulo. Também, não é por menos: Disco Paralelo é um álbum completamente Maybees (só ouvindo para entender o termo), ou seja, nos primeiros momentos do CD você já sabe o que está por vir, músicas proeminentes do underground paulista, só que bem pops daquelas que lhe fazem cantar junto.

Como todo novo trabalho é sinônimo de turnê, a intenção do Ludov é se apresentar por todo o país e, logo logo, a banda poderá fazer um show aí pertinho da sua casa. Verdade verdadeira. No dia 13 de julho, por exemplo, o Ludov chega ao Nordeste para dois shows. Depois que se apresentar em Fortaleza, no dia 13, no Órbita Bar, próximo ao Dragão do Mar, O grupo toca dia 14 em Natal, na prévia oficial do Festival DoSol, no DoSol Rock Bar. Enquanto os paulistanos não chegam por aqui, você pode conferir a conversa que eu tive com o baterista Paulo “Chapolin” Rocha.

Trilha sonora: Ludov - Rubi

Como a banda se conheceu?
O Habacuque e o Mauro se conhecem desde pequenos. Os dois nasceram em Brasília e estudaram juntos lá. Eles vieram a SP fazer faculdade, e o Habacuque estudou na mesma faculdade que eu e a Vanessa. Nos conhecemos lá na faculdade mesmo.

Qual seria a maior influência do Ludov?
O Ludov é uma banda bem plural. Cada um tem uma influência diferente, e na maioria das vezes as influência não vem de outras músicas, ou compositores, e sim do cotidiano, do que estamos vivendo, do que estamos assistindo no cinema, ou do livro que estamos lendo.

Vocês ficaram conhecidos no início da carreira por que a banda começou a ganhar espaço na MTV Brasil e já colocou dois clipes na parada do Disk MTV. Além disso, ganharam um prêmio no Video Music Brasil em 2004 com o clipe “Princesa”. Vocês teriam a mesma repercussão sem a MTV?
Eu gostaria de responder “SIM” com convicção, mas acho que nunca saberemos, não é? A MTV foi muito importante para o Ludov, mas acredito também na nossa competência. Sempre fizemos tudo muito bem feito. Gostamos de dar palpite em tudo, de aprovar tudo que sai relacionado com o Ludov, e acho que esse padrão de qualidade que temos, e que não é pequeno, pode ter sido o grande responsável pelo nosso sucesso na MTV. Talvez, se fôssemos mais desencanados em relação a isso não teríamos conquistado tanto.

Que banda atual vocês gostariam de dividir o palco?
Hmmm. Difícil, né? Tem tanta gente boa… Não temos nenhum sonho grandioso de dividir o palco com alguém, mas as bandas mais próximas e legais que conhecemos sempre são convidadas pra abrir algum show nosso. Em São Paulo mesmo temos um projeto semestral que se chama “Ludov Convida”, onde chamamos uma banda de fora para tocar com a gente.

Por que as pessoas deveriam ouvir Ludov?
Primeiro de tudo somos uma banda muito esforçada. Muito sincera. Não estamos com o rabo preso com ninguém, tocamos as músicas que gostamos do jeito que gostamos, e prezamos acima de tudo a integridade criativa. Acho que só isso já é um bom motivo pra se ouvir o Ludov. Se você vai gostar ou não, aí já é outra história…

Dia 13 em Fortaleza. 14 em Natal. O que o público pode esperar desses dois shows do Ludov no Nordeste?
Com certeza um show com muitas músicas novas, e uma banda que está sedenta de shows, já que ficamos parados 6 meses só pra preparar esse disco novo.

Como tem sido a turnê pelo Nordeste? Dá para conhecer as cidades ou é só viagem, passagem de som e show?
Já fomos algumas vezes tocar no Nordeste, e quase sempre é aquela correria. Chega no mesmo dia do show e vai embora na manhã seguinte. Isso acontece para viabilizar os shows. Procuramos sempre fazer mais de um show, já que estamos por essas bandas. Uma vez fomos tocar em Salvador e não vimos nem o mar. Fomos do aeroporto pro show, depois pro hotel e depois de volta pro aeroporto. Mas sempre que possível ficamos um dia a mais nas cidades pra conhecê-las.

Recife?
Recife é especial pro Ludov, pois foi lá (estou falando de São Paulo) que tivemos nosso maior público até hoje, no Rec-Beat. Naquela ocasião ficamos mais uma semana na cidade pra conhecer o carnaval, ver o Frevo em Olinda, ir à Porto de Galinhas, Ilha de Itamaracá, tivemos a oportunidade de ir ao museu do Brenan, e conhecemos o pessoal da Rádio de Outono que se tornaram grandes amigos.

O Disco Paralelo é um álbum que está sendo lançado pelo selo da Mondo 77. Qual a grande vantagem de fazer parte de selos?
A grande vantagem de fazer parte de um selo pequeno como a Mondo 77, é poder viabilizar estrategicamente o lançamento de um CD. Note que eu não coloquei viablizar financeiramente, pois a grana é curta pro selo também. A idéia aqui é pensarmos juntos na melhor estratégia pra investir nosso curto dinheirinho! Vemos a Mondo e o Gustavo (dono do selo) como um parceiro que acredita na Banda e está disposto a fazer o possível para que esse CD chegue ao maior número de pessoas. Conheço alguns selos por aí que só pensam no retorno financeiro a curto prazo, e se um disco não vende como eles haviam planejado já é considerado um fracasso. No caso da Mondo, ela vê o sucesso de forma diferente. Veio no momento certo e está a favor da maré. O MP3 para o selo, assim como para a gente, é um impulsionador. Hoje as pessoas ouvem, gostam e depois disso se acharem que vale a pena elas compram o CD. E é por isso que o Mondo está fazendo questão de colocar os CDs nas lojas a R$ 15,00 (aproximadamente). Portanto se você quer comprar o CD do ludov e está mais caro que isso, pesquise, pois já tem lojas virtuais vendendo a R$ 15,90, e entregando em todo Brasil. Além disso a Mondo trabalha também com a Inker Squat, uma empresa que faz toda nossa assessoria de imprensa, e produção de shows. As meninas da Inker Squat já eram velhas conhecidas nossas, e são acima de tudo muito competentes. Elas foram um ponto importantíssimo pra fecharmos com a Mondo 77. Hoje são a Inker junto com a Mondo que viabilizam todas as nossa loucuras.

O que significa esse CD para suas vidas e para a sua carreira?
O EP Dois a Rodar (2003) e o CD O Exercício das Pequenas Coisas (2005) eram um apanhado de músicas de vários anos e momentos diferentes. Já esse trabalho foi composto todo junto. E isso foi animal! O Disco tem uma coerência absurda apesar da diversidade rítmica contida nele. Você, ao ouví-lo vai notar uma mudança radical nas composições e nos temas abordados. E isso reflete o momento que estamos. Pra nossa carreira é um trabalho mais coeso, menos detalhista, mas ao mesmo tempo mais “maduro” (todo mundo evita essa palavra, mas no momento não tenho outra). Para as nossas vidas é um objetivo a mais conquistado, uma experiência que somou-se na nossa existência. Foram meses de trabalho duro, alegrias, discussões, convencimentos, aceitações, cobranças, abraços e acima de tudo sorrisos.

Qual foi a parada mais bacana que aconteceu com o Ludov recentemente?
O disco foi gravado no Rio de Janeiro. Com o produtor Chico Neves, que até então era uma utopia para nós. Ele já havia trabalhado com bandas grandes que admiramos muito e o bacana foi conhecer a pessoa incrível que ele é. Com sua mineirice, ele fez com que ficássemos muito tranqüilos no estúdio. Pilotou as gravações de maneira muito produtiva e pouco estressante. Saíamos todos os dias pra tomar um chopinho e só por considerá-lo hoje um amigo já é uma das coisas mais bacanas que aconteceu com a gente nesse ano.

Links:
www.ludov.com.br
www.mondo77.fm

Por Cleyton Brito

PROGRAMAÇÃO: Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2007)

FESTIVAL DE INVERNO DE GARANHUNS DIVULGA SUA PROGRAMAÇÃO

Rrrrrrrrock, MPB, dança, coco, maracatu e, claro, forró! Na manhã desta quarta-feira, a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e a Prefeitura de Garanhuns divulgaram a programação artística da 17ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG 2007), que será realizado entre os dias 19 e 28 de julho.

Fico feliz de vê tantas bandas do Recife constando nela. Monodecks, Embuás, Vamoz!, Negroove, Profiterolis, Comuna, entre muitas outras. Sem mais, toma aí o Line Up:

Quinta-feira (19/07)

Além do Centenário do Frevo, o homenageado é Luiz Gonzaga. E para comemorar os 60 anos de Asa Branca os Gonzagas Sérgio, Joquinha, Daniel e Chiquinha Gonzaga chamam…
Elba Ramalho, Trio Nordestino, Jorge de altinho, Nando cordel, Maciel melo, Petrúcio amorim, Azulão, Terezinha do acordeon, Josildo sá, Cristina Amaral, Nádia Maia, Irah Caldeira, Cascabulho, Novinho da Paraíba, Rogério Rangel, Orquestra Sanfônica dos Oito Baixos

Sexta-feira (20/07)
Cleyton Danata
Patrícia Rabelo
Jorge Vercilo

Sábado (21/07)
Fagner
Quinteto Violado
Carla Rafaela
Zé Alexandre e Banda

Domingo (22/07) - Noite Anos Dourados
Adilson Ramos
José Augusto
Flash

Segunda-feira (23/07)
Assisão
Arlindo dos 8 baixos
Flavio José
Gláucio Costa

Terça-feira (24/07) - Noite do Samba
Dudu Nobre
Alexandre Revoredo
Dinizumque

Quarta-feira (25/07)
Lenine
Léo Noronha
Grupo Voz

Quinta-feira (26/07)
Cordel do Fogo Encantado
Coco Raízes de Arcoverde
Boi da Macuca
Muendas de Pernambuco
André Rio

Sexta-feira (27/07)
Fábio Júnior
Rud Barros
Rosimar Lemos e Banda

Sábado (28/07)
Capital Inicial
Valvulados
Andréa Amorim

Palco POP – Euclides Dourado
Canivetes (PE)
Dona Del e os Retalhos (PE)
Favela Reggae (PE)
Escurinho (PB)
Sinhô Pereira (PE)
Guardaloop (PE)
Confluência (PE)
Zé Cafofinho e suas Correntes (PE)
Vamoz! (PE)
Pandeiro do Mestre (PE)
Edilza (PE)
Almir de Oliveira (PE)
Asteróides B-612 (PE)
Negroove (PE)
Electrozion (PE)
Orquestra Contemporânea de Olinda (PE)
N’zambi (PE)
Profiterolis (PE)
Rogerman e os Santos de Guerrilha (PE)
Carolina Pinheiro (PE)
Os Insites (PE)
Digital Groove (PE)
Monodecks (PE)
Comuna (PE)

Virtuosi – Igreja de Santo Antônio
Missa da Coroação de Mozart - Camerata Armorial
Coral Contracantos
Coral Contracantos
Recital de Piano
Recital de Canto & Piano
Quinteto Sopro Brasil
Trio Sonata
Recital de Violino & Piano
Orquestra Jovem de Pernambuco

Instrumental – Ruber van der Liden
Embuás (PE)
Rivotrill (PE)
Duo Gisbranco (RJ)
João do Pife e Banda Dois Irmãos (PE)
César Michiles (PE)
Chorinho do Nosso Quintal (PE)
Treminhão (PE)
Beto Kaiser (PE)
Vitor Araújo (PE)
A Roda (PE)
Toninho Arcoverde (PE)
Beto Hortis (PE)
Chambaril (PE)

Forró – Euclides Dourado
Jorge Neto (PE)
Mingau de Cachorro (PE)
Cláudio Rabeca e Quarteto Olinda (PE)
Luiz Paixão (PE)
Mandracatu (PE)
Edmilson do Pífano (PE)
Benedito da Macuca (PE)
Mestre Librina (PE)
Rabecado (PE)
Irah Caldeira e Banda (PE)
Valdir Santos (PE)
Arlindo dos 8 baixos (PE)
Terezinha do Acordeom (PE)
Chá de Zabumba (PE)
Vanildo de Pombos (PE)
Aracílio Araújo (PE)
Silveirinha (PE)
Forró de Cana (PE)
Gabriel Sá (PE)

Cultura Popular – Euclides Dourado
Maracatu Leão Vencedor de Carpina (cortejo)
Ciranda Pernambucana (palco)
Bacamarteiros (cortejo)
Cabloclinhos União Sete Flexas de Goiana (cortejo)
Boi Pintado de Aliança (palco)
Grupo São Gonçalo (palco)
Bloco Lírico (cortejo)
O Bonde (cortejo)
Velho Xaveco (palco)
Maracatu de Baque Virado Leão Coroado (cortejo)
Afoxê Alafin Oyo (cortejo)
Maracatu de Baque Solto Estrela Brilhante de Nazaré da Mata (cortejo)
Banda Marcial de Nazaré da Mata (cortejo)
Nelson da Rabeca (palco)
Clube Elefante de Olinda (cortejo)
Aurinha do Coco (palco)

Teatro – C.C. Luís Souto Dourado

O amor do galo pela galinha d’ água (PE)
Cegonha boa de bico (PE)
Amor em tempo de servidão (PE)
Capiba, madeira que cupim não rói (PE)
A herança de todos nós (PE)
Whisky pra Guiomar (PE)
Dramalhaço (PE)
As conchambranças de quaderna (PE)
As bravatas do professor tiridá na usina do coronel de javunda (PE)

Circo – Euclides Dourado
Circo do povo (PE)
Brincadeiras de palhaço (PE)

Dança – Euclides Dourado
Preto no branco (PE)
Entrudo e caretos (PE)
Entre nós (PE)
Figuras (PE)
Lúmen (PE)
Balé popular do Recife (PE)
Desencaminhado (PE)

Por Cleyton Brito