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As Mais Novas - Infa e Os Inflamáveis

E aí, galera. Tá tudo mara, né? Sacaniei com vocês na semana passada e deixei pra falar da “Mais Nova” da semana, Infa e Os Inflamáveis, só hoje! Me desculpe, ok? Mas vamos deixar de história e conheçer o trabalho solo dessa figura bastante conhecida na cena underground recifense.

O roqueiro Rafael Infa é uma figura importantíssima para o funcionamento da cena underground recifense. Além de ter tocado no Democratas, uma das primeiras bandas da turma do “hardcore melódico” (turma essa que tinha Porão GB, Bizouro Verde, Day After e várias outras bandas como “integrantes”), o cara começou a produzir shows de bandas de outros estados e é um dos sócios da ZeroNeutro Recife, produtora que traz pro nordeste turnês de grupos como Natiruts e Ponto de Equilíbrio.

A necessidade de criar e mostrar suas músicas pro público surgiu quando o Democratas, banda em que cantou e tocou baixo durante uns nove ou dez anos, anunciou o seu fim e ele já tava trabalhava com produção de shows de punk rock e reggae. Na correria dos backstages, ele sempre parava pra assistir um pouco das atrações que contratava e sentia saudades de estar ali no palco, mandando sua mensagem, enquanto absorvia novas influências musicais. Foi simples assim, num estalo, que ele começou a compor e chamou alguns de seus amigos de infância (Rodrigo Breck, Romer, Leco e Eric) para montar uma banda de apoio.

Em pouquíssimo tempo, a Infa e Os Inflamáveis, como batizou o seu projeto solo, entrou em estúdio, gravou quatro músicas (que estão disponíveis no seu MySpace) e mandou as suas idéias pra muita gente, inclusive o vocalista e guitarrista do N´Zambi, George:
Bom, eu conheci Rafael Infa através de um curso de vídeo e cinema quando ele ainda fazia parte da banda Democratas. A partir daí, mantivemos contato e logo estávamos trabalhando juntos com a produção da N’zambi, durando um pouco mais de um ano. Daí ele me apresentou algo inicial referente ao Infa e os Inflamáveis, e o que pude perceber, a partir daquele momento, é que estava surgindo um trabalho proveniente do hardcore e que buscava maiores referências na música jamaicana. Com letras de impacto social pretende se firmar na cena como a mais nova banda de surf music/ska de composições autorais.

E aí? Ainda não está convencido que o som de Infa e Os Inflamáveis é legal?
Ah, bicho! Comece a escutá-la agora, leia a entrevista abaixo e tire as suas próprias conclusões!!!

Infa e Os Inflamáveis – Sei Lá

Explica pra quem não conhece como é o som da banda. Que sons você curte e quais são as suas influências?
O som do projeto é a mistura de tudo que já escutei, velho. Rock, punk, ska, reggae, dub, ragga, música cubana e eletrônica, bandas de Pernambuco e mais uma pá de coisa que não lembro agora. E outra coisa que, na minha opinião, também influencia muito é a vida “louca” que a gente, de Recife, leva… Tem muita coisa diferente acontecendo, muitos sons e manifestações diferentes, festas diferentes, gente diferente… Muita doideira!!!

O teu primeiro show solo rolou no mês passado, né? Como foi tocar essas músicas novas?
Foi massa! Não tinha muita gente, mas o som tava massa e agente tava na instiga e tocou como se tivesse lotado. Começo é sempre assim mesmo, né?! Aí depois rolou um show em Maceió, numa boate lá, foi muito bom a galera curtiu o som! E agora vamos abrir a mini-turnê que o Planta & Raiz vai fazer no Nordeste em outubro.

As letras de tuas músicas falam sobre o quê?
Pô. mago! Fala de um monte de coisa, num tem tema certo não. As letras têm as mesmas influências que citei do som.

É difícil ser um artista no Recife?
Assim… Pra fazer arte não é muito difícil não, é só querer! A bronca é viver só disso, né? A minha antiga banda terminou por isso, e a galera teve que fazer outras coisas pra sobreviver. Hoje eu consigo viver de música, mas trabalhando na parte de produção… A banda ainda é diversão.

Quais são os teus planos futuros?
Tocar, gravar o CD completão e mostrar as minhas músicas pra maior quantidade de pessoas possível.

Quais são as melhores bandas pernambucanas pra você?
Porra, tem várias, e que foram melhores em várias épocas e estilos diferentes pra mim. Entre elas estão Nação Zumbi, Los Sebozos Postiços, Eddie, Devotos, Dona Margarida Pereira e os Fulanos, Supersonics, Câmbio Negro HC, Bizouro Verde, Burracalunga, Variant, Diz Maia, N´Zambi, Jerivá, Hajah (ska Maria Pastora), Pescosso Colorido, Ghazz, Zen-men, Academia da Berlinda, Cláudio da Rabeca e quarto Olinda e outras que eu não lembro.

Tem alguma banda nova legal na cidade? Indica aí pra gente!!!
Na resposta anterior coloquei todas as bandas locais que eu acho legal e que lembrei (com certeza esqueci várias) as bandas e antigas e novas.

Se quiser acrescentar algo, o espaço é seu!!!
É isso já escrevi muito, valeu a força e a iniciativa dessa coluna aqui!
TAMO AÍ COM TODA FORÇA!

E aí? Gostou de Infa e Os Inflamáveis e quer saber mais sobre o projeto?
Acesse já o seu MySpace!

E mais, se você conhece ou toca em alguma banda e está na correria, lutando para conseguir um lugar ao sol, manda um e-mail pra gente com sugestões: reciferock@gmail.com .

Até a próxima!!!

As Mais Novas - La Garantia

E aí, pessoal! Tudo massa? Quem costuma acompanhar “As Mais Novas” percebeu e reclamou porque não demos sinal de vida na semana passada, né? Mas essa semana, excepcionalmente, apresentaremos duas bandas novas pra vocês. Quinta-feira vocês irão conhecer o trabalho de Infa & Os Inflamáveis, mas hoje nós iremos falar do rock´n roll da banda La Garantia!

La Garantia nasceu um pouquinho antes de 2005, quando Diego Bezerra chegou à cidade do Recife. Figurinha conhecida na cena de Aracaju, Diego (ou Gato, como é chamado pelos amigos) começou a conhecer o rock recifense bem na época do “boom” das bandas indie (Profiterólis, Rádio de Outono, Vamoz!, entre outras…). Liderando a lista dos shows em que mais vibrou está a final do primeiro Microfonia, que deu ao Volver o reconhecimento e a oportunidade que ele sempre quis ter.

Empolgado com tudo o que estava acontecendo, tentava convencer a alguém que suas composições eram legais e tinham tanto potencial quanto as bandas que estavam em alta, até que conheceu os meninos da Porão GB, que logo lhe apresentaram Felipe Marenas, que assim como ele, sentia necessidade de criar um projeto pra mandar sua mensagem e tocar com todo o seu sentimento.

A banda só veio estrear nos palcos em 2007, na inauguração do extinto Anarquia Pub, em Olinda. Logo depois ao sucesso do show, convidaram Enio Damasceno, do Mellotrons, pra participar da gravação do tão sonhado EP tocando guitarra e ele acabou ficando pra sempre! E Leandro Videira, que até então era só o proprietário do estúdio onde a eles ensaiavam, acompanhou as gravações, se encantou pelas músicas e passou a fazer parte do grupo também.

Com as músicas na mão, o antigo “forasteiro” Diego e seus amigos, trataram de divulgar o seu som e foram chamados pra dividir o palco com várias bandas (entre elas Móveis Coloniais de Acaju, Lafusa, Mormaço, etc…), e realizaram o sonho de serem selecionados para as eliminatórias do Microfonia desse ano e serem admirados por gente como Bruno Souto, vocalista da Volver:
O La Garantia é mais um grupo que tem a coragem de fazer um som desse tipo aqui na terrinha. Os caras estão de parabéns pela honestidade e pelas boas músicas, muito bem arranjadas.

E aí? Ainda não está convencido que o som da La Garantia é legal?
Ah, bicho! Comece a escutá-la agora, leia a entrevista abaixo e tire as suas próprias conclusões!!!

La Garantia – Bilhete do Show

Como foi que a La Garantia nasceu?
É uma trama tão cheia de reviravoltas, de questões freudianas, heiddegerianas e nietzscheanas, isso sem contar as desilusões, que eu tenho até preguiça de contar.

Explica pra quem não conhece como é o som da banda. Que sons vocês curtem e quais são as suas influências?
A gente não tem muita certeza de como definir o som da gente. Não que a gente queira dizer que é uma coisa nova, que não tenha com o que comparar, claro que não! O som da gente é a junção das influências de cada um, então eu acho que dá pra comparar com um monte de coisa, mas é que quando você compõe você entende a música, e música é uma coisa que bate diferente em cada pessoa. Eu já ouvi desde “me soa rock gaúcho” até “eu percebi um ‘Interpol’ ali no meio”.

Acho que é mais fácil pra tu aí, bro! Define a gente aí…

Como são os shows de La Garantia? O que não pode faltar neles?
Os shows da gente são sempre uma bagunça! Sempre falta alguma coisa, sempre dá pau no som, mas a gente está sempre lá, sorrindo (isso quando não acontece de algum idiota subir na bateria no meio do show, e achar que pode descer uma baqueta velha nos pratos de Videira, aí o tempo fecha, e digo isso com conhecimento de causa!!!). E o que não pode faltar no show da La garantia sou eu, ou Enio, ou Videira e não pode faltar de jeito nenhum o Gato, porque não teria a menor graça sem ele.

É difícil ser uma banda nova no Recife?
É, rapaz, é sim…

Quais são os planos futuros da La Garantia?
Que seja sempre uma bagunça, que sempre falte alguma coisa, que o som continue dando pau e que a gente esteja lá sempre, sorrindo. É claro que se não faltar nada, se o som não der pau e só precise que a gente esteja lá, fazendo bagunça e sorrindo, vai ser melhor.

Quais são as melhores bandas pernambucanas pra vocês?
Isso é complicado… Mas Nação Zumbi, Mellotrons e Superoutro estão nessa lista.

Tem alguma banda nova legal na cidade? Indica aí pra gente!!!
Tem a Gandharva, mas eu não sei o MySpace não… Na verdade, eu não sei nem como se escreve! E tem a Javacafé também, que é uma banda que promete pra caralho, e que eu também não sei onde tem as músicas pra turma escutar. E tem a Jahstafary também, que é um reggae classe e que tocou com a gente outro dia.

Se quiserem acrescentar algo, o espaço é de vocês!!!
O Sr. é uma Autarquia.
Vai por que quer, falta de resposta é que não é.

E aí? Gostou da La Garantia e quer saber mais sobre o projeto?
Acesse já o seu MySpace e Fotolog!

E mais, se você conhece ou toca em alguma banda e está na correria, lutando para conseguir um lugar ao sol, manda um e-mail pra gente com sugestões: reciferock@gmail.com .

Até quinta-feira lagarantiasoyo com Infa & Os Inflamáveis!!!

As Mais Novas - Civaia

E aí, pessoal! “As Mais Novas” dessa semana vai falar de uma talentosa e corajosa banda (que mais parece uma orquestra!!!) de Olinda que manda a palavra de Deus em suas poesias e faz arte misturando o famoso set de baixo, bateria e guitarra á computadores, percussão e até instrumentos de sopro, como o saxofone! Conheçam Civaia!

Civaia nasceu das conversas entre Fernando Moraes e Victor Chitunda sobre culturas afro-orientais e religião e da vontade de criar uma banda para musicar conceitos e a fé de seus integrantes atuais, que até então, faziam parte do “Projeto Sinai”, um dos ministérios de louvor de sua igreja. O nome “Civaia” surgiu de uma dessas conversas, só que lá na casa da avó de Victor, Dona Amélia, que é oriunda de Angola e sabe falar “umbundo”, um extinto dialeto angolano. Os meninos ficaram encantados quando viram os angolanos de um coral no qual Dona Amélia fazia parte cantando e louvando em tempos de miséria e fome, e ficaram mais ainda ao ouvir o refrão de um desses cânticos, que falava “Civaia Suku”.

Depois de pesquisar sons, compor músicas e letras, chamar amigos para participar do projeto, trocar de formação algumas vezes (o que é normal na história de qualquer banda, não é verdade?) e ensaiar bastante, os meninos descobriram que o refrão da música, em português, significava “Louve a Deus”. Perfeito! E assim; Victor (voz e percussões), Fernando (guitarra), Raimundo (guitarra), Paulo (guitarra), Demóstenes (baixo), Glauco (bateria), Marcos (programações) e Yuri (saxofone) abraçaram esse nome e vem espalhando a palavra de Deus, conquistando os aplausos, corações desamparados e a admiração de muitos músicos reconhecidos aqui na cidade, como Marcelo Pompi, do Carfax:

“Há algum tempo atrás, se você tinha uma banda com um som muito característico e pessoal isso era um puta problema pra poder fazer a mesma “proliferar” pelo seu lugar de origem. Não que hoje este problema esteja resolvido, mas talvez o ‘lugar de origem’ tenha se tornado bem maior. Digamos que ele agora é toda a área do terceiro planeta após o sol ou pelo menos a área coberta por sinais de satélite e, mais especificadamente, a Internet!

Me deparei com a Civaia dentro do MySpace da Carfax. Como sempre, escuto e depois aceito e comento em reciprocidade à atenção.
De cara, o som me chamou atenção pela bela harmonia vocal dos caras e pelos timbres pessoais de cordas da faixa ‘Venefício‘. ‘Antídoto‘ me pegou de surpresa com timbres quentes de tudo. Guitarras bem boladas e construídas, baixo na medida e uma bateria realmente animal, bem certeira e complexa… Aliás, ‘complexo’ é uma ótima palavra pra definir o som da banda, né?

Não tem como não perceber a influência do ‘The Mars Volta’ no som, mas o mais legal é perceber vários outros elementos, inclusive uma personalidade sendo lapidada com esmero.

O lugar de origem é bem maior mesmo, assim como as possibilidades de se fazer a música que está em suas veias serem compreendidas e assimiladas por alguém em Recife, São Paulo ou Bali. Eu compreendi e assimilei!

E aí? Ainda não está convencido que o som da Civaia é legal?
Ah, bicho! Comece a escutá-la agora, leia a entrevista abaixo e tire as suas próprias conclusões!!!

Civaia – Antídoto

Explica pra quem não conhece como é o som da banda. Que sons vocês curtem e quais são as suas influências?
De uns tempos pra cá, muita banda ficou obsoleta como influência pra o grupo, não que a gente deixou de gostar, mas passou a se interessar por novas combinações, antigamente era muito comum Saosin, Underoath, Dead Poetic entre outras bandas que tiveram sua época pra gente.

Mas a sonoridade em que trabalhamos no momento após o lançamento do nosso EP o veneno e o antídoto, é uma mistura de Progressivo agressivo, com linhas Experimentais melódicas e beats eletrônicos. A gente escuta muita coisa diversificada e o que achamos que venha somar com uma sonoridade mais rica em novas texturas e nos climas das músicas, que nesses requisitos estão: Jaga Jazzist, The Fall of Troy, Radiohead, Cinematic Orchestra, Damiera, The Sound Of Animals Fighting, King Crimson, The Mahavishnu Orquestra, The Mars Volta, e outras centenas que a gente vê algum fator interessante e se influencia, mas essas são as principais.

Tem 8 pessoas na banda, haja gosto musical, de Funk estilo James Brown e Michael Jackson até Metal do Mal tipo Mastodom e Norma Jean.

Como são os shows da Civaia? O que não pode faltar neles?
São enérgicos, vibrantes e em alguns momentos para se prestar atenção na sonoridade que viaja por várias atmosferas melodiosas, e o que não pode faltar neles é a intensidade em que os sentimentos e os conceitos que queremos expor são mostrados.

É difícil ser uma banda nova no Recife?
É por causa da falta de espaço e apoio cultural para todos os estilos musicais, mas não é, quando se trabalha duro para que um resultado seja alcançado, e quando há talento, acho que não há dificuldade, e aceitação da originalidade e por que não dizer de uma nova “genialidade”.

Quais são os planos futuros do Civaia?
Trabalhar em deixar o grupo mais conciso para apresentações, gravar o “Sacrifício que dividiu a historia” nosso primeiro CD, e um Home-Studio que esta em fase de planejamento.

Quais são as melhores bandas pernambucanas pra vocês?
Nação Zumbi e Cordel do Fogo Encantado, as duas tem percussão forte, e gostamos muito disso, fora psicodelia que a Nação Zumbi de alguma forma trás, e as belas composições do Cordel.

Tem alguma banda nova legal na cidade? Indica aí pra gente!!!
Tem o Haveria, que tem uma temática bastante interessante, trabalhando o progressivo de forma harmoniosa, sem perder uma linha instrumental bonita.
O link pra escutar é: Myspace.com/haveria

Se quiserem acrescentar algo, o espaço é de vocês!!!
Obrigado pelo espaço, esperamos aparecer por aqui mais vezes.

E aí? Gostou da Civaia e quer saber mais sobre o projeto?
Acesse já o seu MySpace e Fotolog!

E mais, se você conhece ou toca em alguma banda e está na correria, lutando para conseguir um lugar ao sol, manda um e-mail pra gente com sugestões: reciferock@gmail.com .

Até semana que vem!!!

As Mais Novas - A Banda de Joseph Tourton

E aí, tudo certinho?!

Estamos de volta com mais “As Mais Novas“, a coluna do RecifeRock! que é totalmente voltada para as bandas mais novas da cidade! E eu vou logo agradecendo a recepção que tivemos essa semana e os e-mails que chegaram com indicação de algumas bandas. Valeu mesmo, pessoal!

Só pra relembrar, se você conhece ou toca em alguma banda legal, pode mandar sugestões no nosso e-mail, que é o reciferock@gmail.com! Pode ser que eu demore a responder, mas fiquem tranqüilos porque na seleção não tem panelinha, haha!

O destaque de hoje é uma inspirada banda de rock instrumental que teve o nome tirado de uma rua do bairro da Tamarineira. Conheçam agora A Banda de Joseph Tourton!

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O Tenente Aviador Joseph Tourton, filho do conde e baronesa de Tourton e Capibaribe pode ter sido um piloto da Segunda Guerra Mundial. Desapareceu durante uma missão de reconhecimento sobre a Grota do Angico, combatendo as volantes que perseguiam um contrabandista chinês chamado Volta Seca. Em 1904, os destroços do avião que pilotava foram achados a poucos quilômetros da costa da Bolívia. Seu corpo jamais foi imaginado…

NÃO! Não tem nada a ver com as palavras do lidas acima! Ou vai que tem, né? Sei lá, de repente pode até ser que sim… Mas eu, pelo menos, vejo este personagem como o ícone do projeto de cinco garotos (Diogo, Gabriel, Rafael, Antônio e Pedro) que acabaram de sair da adolescência, são muito talentosos e prometem ser um dos grandes nomes da música instrumental no estado, ao lado de bandas como Ahlev de Bossa, Rivotril e Monodecks, entre outras.

Mas por quê essa banda é tudo isso aí, hein?” é o que você deve se perguntar, né? Ah, velho, é tranquilo responder isso. Porque os meninos tocam desde guris (Diogo, por exemplo, que é um dos guitarristas, tocou na banda Psicopatas e passou pelos palcos de diversos eventos do estado, dos bizarros aos mais prestigiados) e ao invés de se entregar ao caminho mais fácil para arrancar aplausos e juras de amor aqui na cidade, que é montar uma banda de emocore, fazer um fotolog e pagar pra tocar nos shows underground sonhando em um dia serem contratados pelo Rick Bonadio; eles decidiram ser mais honestos, fazer uma música com sinceridade e quebrar barreiras ao transformar a soma de rock e música instrumental em uma coisa interessante e boa de se ouvir, sabe?

A banda tem apenas um ano e se apresentou ao público pouquíssimas vezes, mas já carrega nas costas um EP homônimo, lançado em maio, escalação no festival No Ar: Coquetel Molotov 2008 e alguns admiradores importantes como Domingos, do Monodecks:
Bem, cheguei até A Banda de Joseph Tourton quando tava de bobeira navegando por MySpaces alheios até deparar-me nos favoritos num sei de quem com aquele nome singular que emoldurava uma foto de um homem sem rosto. Sem pestanejar, cliquei no profile pra saber do que se tratava, levado acima de tudo pelo fato de ter passado minha infância em tal rua e, assim como ocorreu com os caras, pela curiosidade de saber que porra de figura era aquela que dava nome à rua.

Após entrar na página e entreter-me com o projeto gráfico e os textos - alguns de apresentação e outro totalmente delirante/fantástico sobre o tal Joseph Tourton -, já dava-me praticamente por satisfeito com a banda (até porque não pude escutá-los naquele momento por estar num PC sem som).

Daí ocorreu-me de baixar o EPzinho e colocá-lo no meu mp3 player. Fui pra casa escutando as músicas no busão com a paisagem sonora da cidade de fundo, me surpreendendo a cada mudança de acorde, com a fluidez da música - além de todo o vigor da ‘embalagem’, ainda por cima o “recheio” (de batera quebrada, pitadas de suíngue-funk, sopros, intervenções de ruídos) tinha - apesar de influências perceptíveis -, um sabor próprio, um sabor de jam (que nunca se repete).

Pouco depois, ao pegar-me pensando se eu teria a ‘neutralidade’ suficiente pra emitir algum juízo de valor com relação à banda que não fosse algo muito subjetivo, uma pá de gente também os “descobriu” e também curtiu o som - na verdade eles ‘fizeram por onde’ para serem descobertos. Pronto. Os caras agora tão bombando geral, evidenciando mais um outro talento: o de saber divulgar e gerir uma banda.

E aí? Ainda não está convencido que o som d´a Banda de Joseph Tourton é legal?

Ah, bicho! Comece a escutá-la agora, leia a entrevista abaixo e tire as suas próprias conclusões!!!

A Banda de Joseph Tourton - Número 3

Como foi que a banda de Joseph Tourton nasceu? E quem danado é Joseph Tourton?
A banda surgiu das jam sessions que a gente fazia. Primeiramente Gabriel, Pedro, Laga e Antônio. Só que a gente tava sentindo falta de mais alguma coisa, sabe? Aí chamamos Diogo pra ver se ele nos ajudava. No início era só isso mesmo, tocar e tocar, sem compromisso. Só que começamos a gravar isso tudo e gostamos do resultado, aí decidimos fazer uma parada mais séria.

O que a gente descobriu sobre Joseph Turton foi que ele era um empresário aqui em Recife e foi presidente da FIEPE, mas o nome da banda surgiu um dia que a gente tava tocando na casa de Gabriel e queríamos pedir pizza, só que ninguém sabia o nome da rua. Quando a gente perguntou pro pai dele, ele respondeu “Joseph Turton”, aí todo mundo achou o nome massa e ficou chamando a banda de “A Banda de Joseph Tourton”, que era um nome provisório. Só que, por falta de um outro nome, ele se tornou definitivo.

Explica pra quem não conhece como é o som da banda. Que sons vocês curtem e quais são as suas influências?
A gente diz que faz rock instrumental, mas mesclando elementos de brega, samba, reggae, hardcore… As músicas são compostas quase que exclusivamente nas jam sessions; o que, pelo menos pra gente, dificulta muito ficar amarrado a um tipo de som. O pessoal da banda escuta muito Radiohead, Hurtmold, Nação Zumbi, Cidadão Instigado, Tortoise, Streetlight Manifesto, Eddie…

Como são os shows da Joseph Tourton? O que não pode faltar neles?
Nos shows, a nossa maior preocupação é fazer com que o público dance, se divirta. A gente também tem muito cuidado na hora de compor pra música não ficar “fritação” demais, já que nem todo mundo (nem nós) gosta de encheção de lingüiça. Procuramos estruturar as músicas de uma forma mais dinâmica pra conseguir prender a atenção do público sem ter que ficar mostrando virtuosidades no palco. A gente prefere swing a solos mirabolantes.

É difícil ser uma banda nova no Recife?
Ser uma banda não é difícil, difícil mesmo é fazer o projeto vingar devido à falta de espaço pra tocar. A gente têm visto sempre as mesmas bandas se repetindo nos shows da cidade, o que é triste pra cena independente. Até mesmo aqueles festivais só-toca-se-vender-ingresso estão ficando cada vez mais raros porque o público se acostumou a não pagar para ir aos shows, até mesmo os de grande porte.
Quais são os planos futuros da banda?
Continuar compondo, gravar um disco na calma, fazer mais shows, fechar algumas parcerias… Quem sabe?

Vocês foram escalados pra tocar no festival No Ar: Coquetel Molotov, né? Como é que está a expectativa pra essa apresentação e o que vocês estão preparando pro público?
É verdade! A gente enlouqueceu quando a produção do festival mandou um e-mail pedindo pra conversar com a banda sobre um show. O Coquetel é que vai ser a grande estréia da banda. A gente já testou o repertório em algumas apresentações menores e o retorno do público foi muito instigante! Uma galera veio parabenizar, pedir adesivo, cd, MySpace, contato… Foi massa! A gente está preparando não só o show, mas uns EPzinhos, camisas e adesivos pro pessoal que veio pedir e a gente ainda não tinha. Tudo indica que eles vão ser vendidos num estande lá no teatro da UFPE durante o festival juntamente com produtos de outras bandas aqui do Recife.

Quais são as melhores bandas pernambucanas na opinião de vocês?
Nação Zumbi, Chambaril e Treminhão.


Tem alguma banda nova legal na cidade? Indica aí pra gente!!!

Não é de Recife, mas é de pertinho… BURRO MORTO, de João Pessoa. Eles vão tocar no mesmo dia que a gente no Coquetel Molotov, lá na Sala Cine. Quem puder aparecer, não perca, porque a banda é massa!

Se quiserem acrescentar algo, o espaço é de vocês!!!
Fiquem de olho no nosso MySpace que a gente tá soltando material novo por lá sempre que possível. E entrem na nossa comunidade do Orkut! Lá tem uma porrada de coisa: agenda dos shows, texto sobre a Rua Joseph Turton, muita paquera e beijo na boca! Muito obrigado pela atenção e até o Coquetel!

Gostou d´a Banda de Joseph Tourton e quer saber mais sobre o projeto?
Acessa já o seu MySpace!

Até semana que vem!

As Mais Novas - Milla Bigio

Sejam bem-vindos a mais nova coluna do RecifeRock!!!

As Mais Novas” será um espaço totalmente dedicado às mais novas bandas que estão surgindo na cidade e aquelas que já existem faz um tempinho, mas ainda estão dando os primeiros passos, buscando um lugar ao sol.

Até o fim do ano vocês irão acompanhar, toda quarta-feira, a trajetória e sonhos de grupos dos mais diversos estilos.

E eu vou avisando que aqui tem espaço pra todo mundo, viu?! Se você conhecer ou tocar em alguma banda legal, pode mandar sugestões no nosso e-mail, que é o reciferock@gmail.com .

A estreante dessa coluna tem apenas 15 anos de idade; gosta de música desde pequenininha, já tocou em bandas de rock, é multi-instrumentista, compositora, faz curta metragens e está se preparando para voar no seu projeto solo. Conheçam agora a cantora Milla Bigio.

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Milla começou a fazer barulho dentro de casa logo cedo, aos nove anos de idade ela já tocava bateria e azucrinava a vizinhança, mas só aos treze que ganhou prestígio e respeito como musicista profissional. E foi bem nessa época, de 2006 pra cá, que ela tocou em duas bandas, Della´s e Tampa de Crush (a que teve mais repercussão no cenário underground); e começou a se amarrar num violãozinho e instrumentos de percussão.

As letras de suas músicas falam de sentimentos. Não necessariamente os dela, como ela mesmo afirma, mas de coisas que a gente sente, sabe? Do nosso dia-a-dia, basicamente. Já a sua banda de apoio, que é formada por Henrique (guitarra), Guga (teclado) e Hércules (baixo) detona no palco e junta toda a leveza das composições da “menina” a uma sonoridade influenciada por drum´n bass e pop/rock brasileiro dos anos 90. Sonoridade essa que vem conquistando o ouvido de muita gente reconhecida no rock recifense, como Ju Orange, do Electrozion:

Conheci Milla Bigio há pouco tempo e hoje já posso dizer que ela está começando a fazer parte da nova safra de artistas pernambucanos de raça. A guria tem apenas 15 anos e tem sua própria página do MySpace! Não que ter página lá seja uma coisa do outro mundo, mas a dela está sempre atualizada, onde as composições são gravadas por ela mesmo. Acho massa essa vontade e necessidade de criação, inspiração parece não faltar.

Aí você vai dizer: ‘Mas hoje em dia não tem novidade nenhuma em gurias terem bandas e gostarem de MPB depois que surgiu a Mallu Magalhães’. Será?
Não acho que Milla seja uma seguidora da Mallu, prefiro não achar; acredito que ela tem sinceridade no que está fazendo. Ainda não a vi ao vivo, mas espero que além de tocar com a banda, ela toque alguma música acompanhada apenas pelo violão, e talvez uma percussãozinha de leve.

E aí? Ainda não está convencido que o som da Milla Bigio é legal?

Ah, bicho! Comece a escutá-la agora, leia a entrevista abaixo e tire as suas próprias conclusões!!!

Milla Bigio - Não Me Faça Ficar

De onde que nasceu a necessidade de criar um projeto solo? E quem são as pessoas que tocam contigo?
Eu era baterista, mas tava sem tocar faz tempo, daí tive vontade de comprar um violão, porque sempre achei legal, mas nunca tive o interesse de tocar.

Foi tiro e queda, aprendi rápido, e como já tinha alguma noção, viciei, e comecei a fazer umas composições (acho que todo mundo que toca compõe algo um dia). No começo as músicas eram mais hardcore, coisa do momento, mas depois de um tempo, passei a escutar mais coisas daqui e ter mais influências. Também comecei a tocar pandeiro. Me apaixonei e passei a fazer MPB, eu já sabia mais ou menos o tipo de música que queria fazer.

Resolvi gravar algumas dessas composições, e tive uma resposta positiva do pessoal. Daí fiz o MySpace, que ajudou muito na divulgação, e foi aí que apareceu Tiago, que hoje é meu produtor e guitarrista. Daí eu entrei em contato com alguns músicos que conhecia e que gostaram do meu som e rolou a parceria.

Explica pra quem não conhece como é o som do teu projeto. Que sons você curte e quais são as suas influências?
Acho que meu som é variado; tem samba rock, pop rock, MPB, instrumental e tem uma música que até hoje eu não sei em que estilo se encaixa… Acho que tem pra todo gosto!

De uns tempos pra cá, eu me interessei pelo som regional feito aqui e que eu acho muito importante valorizar; tipo Eddie, Siba, Isaar, Cumadre Fulozinha, Cordel do Fogo Encantado e também os nomes consagrados da música brasileira, como Chico Buarque, Marisa Monte, Clara Nunes, Céu, Mariana Aydar, Marcelo Camelo, etc. Na música internacional, eu curto Sahara Hotnights, Le Tigre, Young Love, Artic Monkeys, The Whitest Man Alive, etc. Eu ouço de tudo um pouco, acho que depende muito da situação, do lugar e tal.

O teu primeiro show solo rolou nessas férias, né? Como foi tocar lá no Quintal do Lima?
Sim, sim. E pra mim foi lindo! Na verdade, aconteceu tudo muito rápido. Estava querendo fazer um show, mas achava que não conseguiria um nem tão cedo. De repente, recebo o convite da Amps & Lina pra abrir o show deles com a Mellotrons e aí começou a correria.

De última hora arranjei um baterista substituto, ninguém tinha tempo pra ensaio… Mas no fim deu tudo certo, né? Eu já sabia que primeiro show sempre é um caos!

Eu me senti segura no palco. Acho que as pessoas estavam querendo ver como eu me sairia ao vivo, e elas gostaram, fiquei muito feliz.

É difícil ser uma artista nova no Recife?
Não é fácil, tem muita coisa nova surgindo toda hora, e não basta ser bom pra ser descoberto. Você tem que correr atrás, mergulhar de cabeça, pra conseguir seu espaço.

Explica pra gente essa tua relação com o cinema…
Ah, é assim. Ano passado teve um festival de curtas no meu colégio. Daí, como ganhava nota, eu e uns amigos resolvemos fazer uns curtas. Um deles foi “Jogos Normais”, uma paródia de “Jogos Mortais” no qual eu fiz o papel de uma mulher que “não dava valor à vida” e fui capturada e presa até que refletisse um pouco sobre isso. Ganhamos um prêmio com ele, mas ficou muito trash!

Além desse, gravamos um chamado “O caderno de Hipotenusa”. Um curta mudo, com a trilha sonora de Amelie Poulain, em homenagem à Yann Tiersen. A gente não sabia o que iria acontecer, mas ele foi incrivelmente admirado por todos! Além de ganhar 7 prêmios no festival do colégio (um deles entregue por Fernando Monteiro), ganhamos lugar no IX Festival de Vídeo de Pernambuco, o que é muito difícil se conseguir. Saímos no jornal, conhecemos o governador, participamos de reuniões da Fundarpe e o curta foi exibido no FIG. Aí a gente continua produzindo, agora mesmo estamos gravando um. E temos várias idéias pra outros. Enquanto a gente puder, vamos produzir, é algo que realmente gostamos de fazer.

Quais são os teus planos futuros?
Eu quero viver de música. Quando falo isso o pessoal já pensa: “iiih, coitada!”, né? Tá, viver de música não é fácil, mas esse “viver” que eu falo quer dizer que eu vou cursar música na UFPE e ser professora.

Daí eu vou continuar com minha banda, compondo, fazendo shows e etc. Daqui a algum tempo espero ter progredido bastante, afinal ainda tenho 15 anos, tenho muito chão pela frente. Pretendo trabalhar com produção musical também, ter um estúdio… Adoro mexer em programinhas de edição e criação de áudio!

Quais são as melhores bandas pernambucanas pra você?
Eu adoro um côco! Acho o Samba de Côco Raízes de Arcoverde o máximo. Mas não considero como banda mesmo. Pra mim, banda é bateria, baixo, guitarra e sendo assim as bandas daqui que eu gosto são: Eddie, Volver (inclusive, o CD novo dos caras está muito bom!), Bon Vivant, Bande Ciné, Mellotrons, Amps & Lina, Negroove, Electrozion, Júlia Says, Azabumba, Mula Manca… Nossa, tem um monte, essas são só as que eu lembrei!!!

Tem alguma banda nova legal na cidade? Indica aí pra gente!!!
Participei de um show semana passada e vi uma banda muito legal, a Polaris. Foi o primeiro show dos caras e eles tocaram Moptop, Jet, The Strokes, eu acho que tem futuro!

Se quiser acrescentar algo, o espaço é seu!!!
Acho que já falei demais! Hehehe

Gostou da Milla Bigio e quer saber mais sobre ela?
Acessa já o seu MySpace e o seu Fotolog!

Até semana que vem!