Tapa na Orelha - Ah, as programações…
Depois de me permitir uma semana de férias, sem ler jornal ou acessar o site, sou bombardeado com as mais diversas notícias. Entre elas, as programações do Rec-Beat e do Pré-Amp.
Comecemos pelo Rec-Beat. Eu definiria assim: vai ter o show do Devotos, ponto. Acho importante para o festival registrar as comemorações de vinte anos de estrada deles. Fora isso, de brinde, ainda terá Móveis Coloniais de Acaju e Pato Fu. E a curiosidade para ver Ras Bernardo (primeiro vocalista do Cidade Negra, quando esta era ainda uma banda interessante) e Lucy and The Popsonics. No mais, a programação de 2007 era mais consistente. Mas jornalista costuma ter uma visão diferente da do público. Para nós, que cobrimos a área, quanto mais nomes desconhecidos melhor, pois às vezes vemos um show de uma única banda umas dez vezes por ano. Sem contar que o evento rola no carnaval, ou seja, quase todo mundo que sobe ao palco já entra com o jogo ganho, uma vez que o público quer ouvir qualquer coisa que o faça continuar no ritmo da folia. E este qualquer coisa pode vir em ritmo de tango, rock, reggae e por aí vai. Caso tivesse que cravar uma nota para a programação deste ano, ela seria um 7, muito em função do Devotos.
Agora o outro lado da moeda. O que nasce errado morre torto, já diria o poeta. Assim foi com o PE no Rock 2007 e com sua tentativa pérfida de ressurgir via o malfadado Femupe. E assim está sendo com o Pré-Amp 2008. A única coisa de positiva que posso tirar deste evento é a volta dos Cachorros. No mais, a própria programação fala por si. Trata-se do reflexo no espelho de algo que tentou ser feito às escondidas, sem transparência. Esteticamente, é apenas uma programação muito, mas muito fraca mesmo. O problema maior é moral mesmo. Assim como mancharam o nome de um festival simpático como o PE no Rock, avacalharam com uma proposta anteriormente séria como o Pré-Amp festival. Não me sai da cabeça aquele velho refrão do Léo Jaime, um que diz que “Nada mudou”. Nos casos do PE no Rock e Pré-Amp, mudou sim. E para muito pior!

